O próximo prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR), e sua esposa, Larissa Antoniassi dos Santos Ashiuchi, visitaram a ex-primeira-dama Maria Picoletti da Costa, viúva de Firmino José da Costa, que governou a cidade por três mandatos. O encontro foi solicitado pela própria Maria da Costa, que desejava conhecer pessoalmente a futura primeira-dama de Suzano e seu marido.
Os 97 anos dela faz com que sua locomoção seja um pouco reduzida, mas a lucidez é de fazer inveja, bem como sua memória, repleta de detalhes. Isso ficou claro na tarde do último sábado. Foi na residência da "eterna primeira-dama", localizada no centro do município, que as duas se viram pela primeira vez, com direito a café e a um bate-papo.
"Será uma primeira-dama bem novinha, não é? Parabéns a você e ao Rodrigo (Ashiuchi), menino de coração bom, que tem boa vontade e que vai poder fazer o melhor por todos nós. Estava na torcida pela eleição dele e espero que agora, dê tudo certo", comentou a viúva de Firmino, que faleceu em 2010, aos 89 anos.
Larissa informou que está estudando muito sobre suas futuras funções (primeira-dama e presidente do Fundo Social) e visitando projetos beneméritos em cidades vizinhas. Ouviu as ações compartilhadas pela ex-primeira-dama e falou que deseja seguir seus passos.
"Teremos muito trabalho pela frente, há muito o que fazer e, também, a melhorar. Quero que a senhora, inclusive, 'puxe minha orelha' se eu precisar", disparou Larissa, com bom humor.
Maria da Costa deu o que chama de "dica de ouro" à esposa de Ashiuchi: "Sempre termine um projeto antes de começar outro. Não deixe nada inacabado. Isso não é bom só no Fundo Social, mas na vida".
Durante a visita, Maria da Costa recordou momentos importantes vividos ao lado de Firmino, que, após também ter sido vereador, ficou conhecido em Suzano como "o prefeito do povo". Ele governou a cidade de 1961 a 1965, de 1973 a 1977 e de 1983 a 1988.
Não faltaram, ainda, lembranças das campanhas, dos eventos beneficentes e de outras ações desenvolvidas em prol da população.
Ela não deixou de enumerar as conquistas do marido, como a instalação do Corpo de Bombeiros e do Tiro de Guerra, e de citar os políticos de expressão que frequentaram o endereço do casal, como Adhemar de Barros, Jânio Quadros e Franco Montoro.