Os trâmites para a conclusão da Marginal do Una, em Suzano, não tiveram avanços e o governo do Estado sequer tem previsão de quando as obras serão retomadas.
A avenida Governador Mário Covas Júnior, como é oficialmente conhecida, recebeu obras de revitalização há mais de 15 anos, no entanto, os serviços foram paralisados pela metade e nunca foram retomados.
Hoje, os trechos interditados servem para despejo de todo o tipo de lixo, sem contar o mato alto, que já toma conta até do asfalto.
No final do ano passado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que um edital seria feito para um novo processo licitatório, que contrataria a empresa responsável pelas obras. Inclusive, em 2014, o tucano esteve em Suzano para lançar, oficialmente, a licitação.
Em abril deste ano, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que os processos se encontravam em fase de atualização do edital para a contratação das obras.
A reportagem entrou em contato com o DER novamente, nesta semana, e o órgão afirmou que os trâmites não avançaram e continuam na mesma situação que há sete meses. O Estado também informou que não há previsão de quando essa etapa deve ser finalizada.
Enquanto os processos burocráticos não avançam, a população sofre com o trânsito de caminhões que poderia ser desafogado com a liberação da pista, já que muitas carretas que seguem no sentido da rodovia Índio Tibiriçá (SP-31) precisam desviar até a avenida Antônio Marques Figueira para seguir o trajeto.
O comerciante Fernando Amaral, de 33 anos, disse que é comum caminhoneiros pararem em frente ao seu estabelecimento porque se perdem quando chegam na rua Vereador Romeu Graciano e se deparam com a pista interditada. "A desinterdição do trecho pode desafogar 50% do fluxo de caminhões que seguem pelo centro da cidade", observou.
O também comerciante Ronaldo Silva, 49, lembrou da morosidade para dar continuidade à obra. "Estamos há mais de oito anos esperando e ninguém resolve", criticou. "Os moradores dessa região precisam dar uma volta enorme para chegar em casa, por conta da interdição", contou, se referindo aos imóveis próximos à rua Vereador Graciano.
O autônomo Donizete da Silva, 52, apontou a situação de abandono do local. "A cidade tem muitas obras inacabadas e esse é um trecho importante que precisa de atenção, até mesmo para desafogar o trânsito".
Enquanto percorria o trecho interditado da pista, a reportagem se deparou com montes de entulhos. Era possível notar restos de materiais de construção, junto com lixo a céu aberto. "Está em péssimas condições de conservação", avaliou o oficial administrativo Marcelo Oliveira, 32, destacando que o mesmo trecho, mas que pertence ao outro sentido da pista, estava melhor conservado por se tratar de um local em frente a um condomínio de casas.