A Câmara encaminhou um requerimento para a prefeitura solicitando que seja realizado um estudo para aumentar o salário dos conselheiros tutelares do município. Atualmente, a cidade conta com dois conselhos tutelares, sendo um do centro e outro de Brás Cubas. Durante a sessão também foi criticada a possibilidade dos grafites da Pinacoteca de Mogi terem que ser retirados depois que uma denúncia foi feita ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).
O presidente da Câmara, Mauro Araújo (PMDB), informou que foi procurado por conselheiros tutelares para que a prefeitura reveja o salário pago a eles. A proposta pede que os vencimentos saiam dos atuais
R$ 2.311,76 para R$ 3.972,12. Os conselheiros argumentam que a legislação proíbe que eles exerçam outra função e que, além do horário de expedientes, há plantões aos fins de semana.
Araújo afirmou que a revisão do salário dos conselheiros já era algo discutido com a prefeitura. "Sabemos que o momento econômico é difícil, mas é importante começarmos a discutir determinados assuntos, até porque isso é um compromisso assumido pela administração municipal no passado", ressaltou.
O vereador Iduigues Ferreira Martins (PT) avaliou que o reajuste do salário dos conselheiros é algo que merece atenção. "Temos que fazer um esforço para melhorar as condições dos conselheiros", destacou.
Durante a sessão, o vereador Caio Cunha (PV) informou que os grafites que foram feitos na parte de trás da Pinacoteca de Mogi podem ter que ser retirados por decisão do Condephaat. O prédio que abriga o museu é um prédio histórico. Os grafites foram autorizados pela Secretaria Municipal de Cultura, responsável pelo espaço. "Torço para que o Condephaat tenha sensibilidade e não obrigue a prefeitura a apagar essa arte", disse.
Violência
O vereador Caio Cunha informou que entrará em contato com o 17° Batalhão da Polícia Militar de Mogi para solicitar mais policiamento na região central da cidade. De acordo com o vereador, a área tem registrado diversas invasões a casas e comércios. "O problema ocorre a partir da rua Ipiranga, no trecho que vai da rua Deodato Wertheimer até o Largo 1° de Setembro. Também teve uma reunião com os comerciantes da José Bonifácio para tratar do assunto", disse.