Mais duas agências do Banco do Brasil (BB), uma em Suzano e outra em Guararema, permanecerão fechadas devido a um plano de reestruturação do BB. Isso porque, conforme a reportagem antecipou no último dia 17, duas agências em Mogi das Cruzes - a de Brás Cubas e a do Jardim Santista - já haviam fechadas, tendo seu quadro de funcionários e correntistas transferido para unidades próximas.
Na ocasião da divulgação da notícia, entretanto, o Sindicato dos Bancários de Mogi e Região afirmou que a direção do BB, em Mogi, havia garantido que não haveria demissões e que o fechamento das agências se devia à questões de "logística operacional", já que as unidades ficavam próximas.
Mas, conforme o que foi noticiado em todo o País ontem, os motivos eram mais amplos. Segundo o próprio Banco do Brasil, as medidas fazem parte de um grande plano de reestruturação, que inclui o fechamento de 31 superintendências regionais e 402 agências em um universo de 4.972 unidades de varejo no País. Outras 379 agências deverão ser transformadas em postos de atendimento bancário (atualmente são 1.781 unidades do tipo). Em outubro, o banco já havia iniciado o encerramento de outras 51 agências pelo País. Com isto, haverá redução de 9,3 mil vagas e economia de R$ 750 milhões por ano. O plano prevê ainda ampliar o atendimento digital, um plano de aposentadoria incentivada e a redução da jornada de trabalho para parte dos funcionários.
Por enquanto, em Mogi, não houve demissões, porém, a medida foi duramente criticada pelo sindicato da categoria. "Amanhã (hoje) haverá uma reunião entre o Sindicato de São Paulo e a direção do banco, às 14 horas, para que esse plano seja detalhado. Já na quarta-feira, todos os sindicatos dos bancários irão se reunir na nossa federação, para que nos seja repassado o que foi discutido e acordado", adiantou a diretora de Imprensa do Sindicato dos Bancários de Mogi e Região, Regina Cardoso de Siqueira.
De acordo com ela, mesmo que não tenha havido demissões em Mogi, a iniciativa impactou trabalhadores terceirizados dos setores de segurança e limpeza, por exemplo. Ela também criticou o Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada.