Nos últimos três anos, a Prefeitura de Mogi das Cruzes realizou 138 ações para impedir ocupações irregulares que são, geralmente, à beira de rios e córregos, em regiões que apresentam risco de desmoronamento. Só neste ano foram 59 intervenções, entre maio e novembro. Ainda assim, a cidade tem aproximadamente 790 famílias vivendo em áreas de risco, das quais 76,7% estão em locais propícios a enchentes e inundações, e 23,2% estão instaladas em imóveis construídos em territórios com ameaça de deslizamento.
Os dados foram divulgados na manhã de ontem durante apresentação da Operação Verão, que é o Plano de Contingência em período de fortes chuvas que, geralmente, ocorrem entre dezembro e março. O encontro contou com a presença do prefeito Marco Bertaiolli (PSD); dos Secretários de Segurança, Eli Nepomuceno; Serviços Urbanos, Nilmar de Cássia Ferreira; Trânsito, Nobuo Aoki Xiol; além de representantes do 17º Grupamento do Corpo de Bombeiros e do 17º Batalhão da Polícia Militar.
Na ocasião, o secretário Eli Nepomuceno destacou que, apesar dos números, Mogi não tem áreas de risco iminentes, ou seja, locais que exigem a retirada imediata das pessoas. "Nos últimos oito anos foram retiradas mais de 900 famílias de áreas de risco. Inicialmente, essas pessoas foram beneficiadas com aluguel solidário e inscritas nos programas habitacionais e, na medida em que as unidade ficavam prontas, elas foram instaladas nesses imóveis", explicou.
O prefeito Marco Bertaiolli destacou os trabalhos da Defesa Civil com relação às invasões em áreas de risco. "A prefeitura evitou este ano mais de 59 invasões de terrenos irregulares, porque isso é uma ação contínua de prevenção a possíveis enchentes e deslizamentos. A cidade não tem mais nenhuma área de invasão com risco de alagamento", disse, lembrando ainda que na encosta do Jardim Lair, foram retiradas mais de 200 famílias; na Favela da Banana, nas proximidades do córrego dos canudos, foram mais de 300 famílias, na favela do Cisne, a administração removeu mais de 200 famílias.
De acordo com o levantamento da prefeitura, as principais áreas com risco de deslizamento tem, aproximadamente, 184 famílias distribuídas nas regiões dos bairros Jardim São Paulo, Parque Residencial Itapeti, Jardim Margarida, Jardim Piatã, Vila Nova União e Jardim Aeroporto III. O Piatã é o que concentra o maior número de famílias em áreas de risco (100).
Com relação aos locais com possível ameaça de enchentes e inundações, o Jardim Náutico é a região com o maior número de famílias (222). Na lista também está a Vila Santos Dumont, Jardim Aeroporto, Chácara Guanabara, Ponte Grande, Jundiapeba (Rio Abaixo) e César de Souza.
Mogi também tem 20 áreas com risco de alagamentos, das quais seis ficam na região central da cidade e três em Brás Cubas.