O prefeito de Suzano Paulo Tokuzumi (PSDB) deixará a administração municipal sem grandes legados. De acordo com o que o próprio político disse, ele assumiu a prefeitura em um dos piores períodos econômicos do País, mas garantiu que, administrativamente, as contas públicas estão em ordem e a cidade fecha o ano sem dívidas volumosas, em comparação com outros municípios, que tem mais da metade do orçamento comprometido em débitos.
"Eu vivi um período bastante difícil. Se não estou deixando um legado muito forte, em termos de projetos ou algo nesse sentido, a parte administrativa está tranquila. A administração em Suzano é a mais transparente que existe", afirmou o tucano, destacando o fato da folha de pagamento estar em dia. "Todos recebendo aqui. Tem municípios que não está conseguindo pagar", disse, durante coletiva de imprensa, que ocorreu após a reunião de transição com o prefeito eleito Rodrigo Ashiuchi (PR).
A 58 dias do final de sua gestão, Tokuzumi não tem previsão de novas inaugurações. Inclusive, as obras da Arena Multiuso, localizada dentro do Parque Max Feffer, estava prevista para ser entregue até o final deste ano. No entanto, o tucano afirmou que não sabe quando o empreendimento poderá ser inaugurado. "Sobre a Arena, não faço pensando em inaugurar. Aliás, não tenho essa vaidade política. Se a obra, dentro do que foi orçado, ficar para o Rodrigo inaugurar, ele termina. E se tiver que ficar para o ano que vem, vai ficar", afirmou. "Não vou fazer nenhum tipo de loucura administrativa para que possa participar da inauguração. Não tenho prazos. Se for o caso, faremos o aditamento e conclui na administração do próximo prefeito".
Quando foi questionado sobre os problemas da Santa Casa de Misericórdia, Tokuzumi justificou que não tem nenhum hospital da Irmandade em boas condições no País. "Se alguém me julgar por uma Santa Casa, tem que julgar o País inteiro", argumentou. "Qual Santa Casa e sistema de saúde está bem? Essa não é uma questão administrativa, é uma questão financeira. Tem uma demanda crescente, e, ainda mais com a taxa de desemprego, muitas pessoas deixaram de ter plano de saúde". (F.F.)