O Ministério Público (MP) e a Polícia Civil de Suzano apuram dois casos que tratam de despejo irregular de lixo e entulho em terrenos localizados em dois pontos da estrada dos Fernandes, entre o Parque Santa Rosa e a Chácara Sete Cruzes.
No mais recente, agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) flagraram - pela segunda vez em quatro meses - um caminhão fazendo o descarte de entulho (principalmente material de construção) em um terreno no bairro Chácara Sete Cruzes.
O fato foi constatado, segundo a GCM, após o recebimento de uma denúncia de movimentação de terra intensa, efetuada por máquinas e caminhões no local. Dois homens que estavam na propriedade foram levados para a Delegacia Central do município para prestar esclarecimentos e, depois de ouvidos, liberados pela polícia.
Um dos averiguados disse, conforme depoimento expresso no boletim de ocorrência sobre possível crime ambiental, que não sabia que a área era irregular e que havia retirado o material de uma empresa do ABC para trazer a Suzano, sendo que ganharia R$ 180 pelo frete. Já o porteiro também teria dito que estava trabalhando no lugar há quatro meses e que desconhecia qualquer irregularidade. 
Ainda de acordo com o B.O., no local funciona um aterro ilegal que está, inclusive, embargado pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos desde o dia 21 de julho deste ano. A área, conforme os agentes públicos ressaltaram à polícia, também é de preservação permanente e de proteção de mananciais, tendo nas proximidades um curso d'água, o rio Guaió, além de mata nativa. O caso foi encaminhado para a Delegacia Investigação Sobre Crimes Contra o Meio Ambiente (Dicma) de Mogi das Cruzes, que investigará a atividade desenvolvida e o possível dano, direto ou indireto, às unidades de conservação ambientais. 
Mais um
Na mesma estrada, só que no Parque Santa Rosa, outro caso semelhante de "bota-fora" está sendo apurado, porém, já na esfera judicial.
A assessoria de Imprensa do MP de São Paulo informou que a promotora de Justiça de Suzano Carolina Rodriguez apura uma ocorrência, que é objeto de inquérito civil, sobre "degradação ambiental provocada por despejo de entulho em um terreno localizado em área de proteção a manancial do rio Guaió."
No momento, a Promotoria está aguardando resposta de ofício da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para saber quais medidas são necessárias para a reparação do dano ambiental constatado na localidade.