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A coleta de lixo de Poá foi suspensa por menos de uma semana e já foi suficiente para causar transtornos. Até a tarde de ontem, em alguns bairros, as lixeiras mal davam conta da quantidade de sacos plásticos com resíduos. A interrupção do serviço ocorreu por conta da falta de pagamento à Pioneira, concessionária responsável pela execução dos trabalhos na cidade.
A administração municipal informou que o atraso no pagamento à empresa ocorreu por "dificuldades pontuais no orçamento", mas ressaltou que a situação foi normalizada na última quinta-feira. "A Prefeitura de Poá informa, ainda, que neste período de atraso, deu prioridade para o pagamento dos salários dos funcionários", explicou, por meio de nota.
No mês passado, foi iniciada a concorrência pública para a contratação de empresa especializada na prestação de serviços de coleta de lixo e despejo em aterro licenciado. Há mais de dez dias, a reportagem do Dat solicitou informações sobre o andamento do processo licitatório, mas até o fechamento desta edição ninguém se manifestou.
Embora a administração tenha afirmado a retomada dos serviços, até ontem, muitos poaenses ainda reclamavam do acúmulo de lixo nas ruas dos bairros Jardim Pirelli, Vila Perracini e Calmon Viana.
O ajudante geral Thiago de Jesus Lorena, de 34 anos, contou que a última coleta ocorreu há uma semana, no Jardim Pirelli. "O problema é que os cachorros de rua rasgam os sacos de lixo, espalham toda a sujeira na rua e nós temos que limpar", queixou-se.
Além disso, os moradores também reclamaram da proliferação de bichos. "Se o tempo estivesse quente seria ainda pior", observou o comerciante Carlos Alberto Galega, 59. ele foi obrigado a juntar o lixo acumulado no meio da rua. "Estava tudo na frente do meu comércio, causando transtornos e um mau cheiro muito forte".
Em Calmon Viana, o comerciante José Luiz da Silva, 60, afirma que não foi a primeira vez que o bairro ficou sem coleta. "É uma vergonha deixar as ruas nessa situação", desabafou. "O problema é que também atrai rato, moscas e outros bichos".
O eletricitário Mauro Borgehi, 60, disse que a coleta não passa desde a última segunda-feira em Calmon. "Deixamos o lixo na rua esperando que seja recolhido, mas tem muitos cachorros na rua que vão procurar comida e fazem a maior sujeira. Então temos que limpar e guardar tudo na garagem de casa", relatou.