Bicicleta, skate, quebra-cabeça, boneca, carrinho e até comida são alguns dos presentes pedidos na campanha de Natal dos Correios. Nesse fim de ano, todos os mogianos podem se tornar ajudantes do Papai Noel ao adotar uma das cartinhas que chegam às agências do município. No ano passado, a região contabilizou cinco mil cartas recebidas. Do total, 1,4 mil foram atendidas. A expectativa é que o número de atendimentos cresça nesse ano. A campanha segue até o dia 16 de dezembro.
A agência dos Correios da rua Doutor Ricardo Vilela, na região central, recebeu uma visita especial ontem. O Papai e a Mamãe Noel estiveram no espaço que recebe todas as cartinhas enviadas pelas crianças de Mogi.
A campanha Papai Noel dos Correios é realizada há 27 anos por agências de todo o Brasil. Para o diretor regional dos Correios, Eugênio Valentim da Silva, a crise não deve ser um obstáculo para as pessoas adotarem as cartas. "Independentemente da situação econômica do País, as pessoas são muito solidárias. Acredito que as adoções podem até mesmo aumentar. A situação de vulnerabilidade das famílias é reconhecida", disse.
Para participar da campanha existem alguns critérios, como a criança ter até 10 anos, mandar uma carta manuscrita e informar o endereço completo. A gerente regional Fernanda Mendes dos Santos ressaltou que parte dos pedidos feitos pelas crianças são de coisas básicas, como biscoitos. "A grande importância, além do lado social, é envolver a sociedade e os funcionários. Incentivamos também a escrita das crianças. Independentemente do presente, todas as crianças receberão uma carta resposta do Papai Noel", acrescentou.
A atendente comercial Márcia Santos Paiva é uma das funcionárias que ajuda a selecionar as cartas. "Faço isso há sete anos, desde que comecei a trabalhar na agência. Nesses anos, uma das cartas que mais me chamou atenção foi de uma criança que pediu um salgadinho, um pente e um creme para pentear. Acabei adotando essa cartinha. Muitas pessoas vem escolher e acabam chorando. Já vi pedidos de alimentos, chocolate e achocolatado. O legal é ver que a criança não perdeu a essencial, ainda acredita no Papai Noel", contou.
Adoção
Na casa da aposentada Tânia Bogiani, de 62 anos, a solidariedade está presente durante todo o ano, mas é no Natal que ela se fortalece. Segundo ela, já se tornou tradição adotar cartinhas. Ontem, a aposentada levou 16 para casa. Tânia afirmou que não escolhe as cartas, mas é escolhida por elas. "Acho que todas as cartas são especiais, pois é de uma criança teve que recorrer aos Correios para ganhar um presente", disse.