Os casos de caxumba estão chamando a atenção em Mogi das Cruzes nesse ano. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, desde janeiro até o momento, foram registradas sete notificações de surto da doença no município. A pasta esclareceu que a caxumba é notificada obrigatoriamente apenas em caso de surto, ou seja, quando ocorrem a partir de dois casos da doença. Ao todo, nos dez meses de 2016, 29 pessoas contraíram a enfermidade. Já, em 2015, nenhum caso foi registrado.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, todos os surtos de caxumba registrados até o momento ocorreram em instituições de ensino. A pasta orientou que a escola que identificar surtos da doença deve entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica Municipal. O departamento é o responsável por fornecer as orientações necessárias sobre bloqueio vacinal.
De acordo com a médica da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Mogi, Tereza Nihei, as doenças são cíclicas. "Em alguma época, (as doenças) podem retornar em função do acúmulo de pessoas que não foram vacinadas ou nas quais a vacina não surtiu o efeito desejado", acrescentou.
A Secretaria de Saúde ressaltou que alguns cuidados precisam ser tomados, além da imunização. "A caxumba é uma doença de transmissão respiratória, por isso os cuidados, além da vacina, são os mesmos indicados para outras doenças como, evitar aglomerações e locais fechados e manter boas condições de higiene, limpeza e ventilação dos ambientes".
As vacinas tríplice viral (SCR) e tetra viral são as que protegem contra a caxumba. Desde janeiro até o momento, foram aplicadas 15.748 doses em Mogi. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a aplicação de duas doses para garantir a proteção. O Calendário Nacional de Vacinação, do Ministério da Saúde, estabelece que as vacinas sejam dadas aos 12 meses e aos 15 meses.
A vacina está disponível ainda para adolescentes com idade até 19 anos e adultos que nasceram a partir de 1960, a depender da situação vacinal. Por isso, é importante que a pessoa procure uma unidade de saúde portando a caderneta de vacinação para checagem. A dose também é recomendada para profissionais de saúde, viajantes e profissionais das áreas de hotelaria e turismo.
Atenção
O Estado de São Paulo tem o maior número de casos registrados de caxumba até 8 de novembro desde ano, na comparação com toda a série histórica, iniciada em 2001. São 4.193 casos da doença em 2016, uma média de 13 registros por dia. Os dados são do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado. No ano passado, foram registrados 707 casos e, em 2014, foram 118. O segundo ano em que se registrou mais casos de caxumba foi em 2007, com 3.426 pacientes.