Diante do atual cenário econômico e político vivenciado pelo País, o setor imobiliário vem enfrentando grandes dificuldades. Somente em Mogi das Cruzes, a venda de imóveis registrou queda de cerca de 80% este ano no comparativo com 2015, quando a crise financeira já era bastante preocupante. A estimativa é do subdelegado do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-SP) no Alto Tietê, Roberto Najar, que também mantém uma imobiliária no município. "Do ano passado para cá, houve uma queda brusca nas vendas, tanto de imóveis novos, ou seja, os financiados, quanto dos usados. Isso se aplica tanto aos residenciais quanto aos comerciais", disse.
Para Najar, uma melhora no setor deve começar apenas no fim de 2017: "Acredito que a crise que o Brasil enfrenta seja muito mais política do que econômica. Para que as coisas voltem a andar, precisamos que a economia flua e que haja credibilidade no governo. A meu ver teremos um aumento gradativo nas vendas e a recuperação virá em, no mínimo, um ano".
Segundo o subdelegado, uma das alternativas que vem sendo utilizada pelos proprietários de imóveis usados, e, que tem sido fundamental para que as imobiliárias possam atravessar essa crise, são os aluguéis. "Com receio de comprar, muitas pessoas estão fazendo contratos de locação. Além disso, para conseguir locar, os proprietários estão fazendo preços mais baratos. É melhor perder um pouco agora do que ficar sem nada. Até porque os contratos costumam ter vigência de dois anos, e após esse período é possível renegociar", comentou.
Najar destacou ainda que apesar do mau momento que o setor atravessa é necessário manter o otimismo. "Nesse período três coisas são fundamentais. O primeiro é ter paciência para esperar que essa fase ruim passe; o segundo é acreditar no mercado, pois apesar dos pesares isso ainda é possível e, por fim, confiar na imobiliária", concluiu.