O número de funcionários comissionados da Prefeitura de Mogi das Cruzes será enxugado pelo prefeito eleito Marcus Melo (PSDB). De acordo com o tucano, existem atualmente cerca de 170 pessoas em cargos de comissão.
Melo afirmou que ainda está em estudo a quantidade de pessoas que serão dispensadas, mas que o corte deverá ser anunciado até o fim deste mês. Ele informou ainda, que o contingenciamento terá início logo no começo da gestão, em janeiro de 2017.
"Temos um projeto de redução de pessoas para diminuir o custeio. Há uma necessidade nesse momento de reduzir os gastos da prefeitura. Estamos fazendo essa análise. Existem várias pessoas que trabalham na administração municipal, se reduzirmos pensando apenas na economia, teremos alguns serviços que perderão qualidade", afirmou.
Melo disse que a prefeitura conta com um dos menores índices de comissionados da região. "Entre os comissionados temos vários servidores de carreira concursados que trabalham em cargos de chefia. São pessoas que estão na estrutura, têm conhecimento técnico e vamos priorizar essa questão de colocar pessoas que tem conhecimento da administração municipal. Uma característica da prefeitura é ter vários servidores concursados em cargos de chefia comissionados", disse.
De acordo com o prefeito, o valor dos salários dos servidores não deve ter redução. Ele acrescentou que a remuneração dos secretários foi motivo para que muitos convites fossem declinados por pessoas que atuam na iniciativa privada.
Para Melo, a sua administração deve priorizar o aumento dos recursos e diminuir os gastos. "São duas linhas de trabalho: uma de ampliar a receita do município e outra de reduzir as despesas. Estaremos logo no início fazendo um contingenciamento", acrescentou.
PEC
O tucano avaliou ainda os possíveis impactos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 que tramita em Brasília. "A PEC tem caraterísticas para manter o limite dos gastos públicos. Acho que isso é como em casa, a gente gasta aquilo que tem. Acredito que isso é extremamente essencial para que o Brasil possa a ter a responsabilidade e seriedade. O País tem muita divergência e pontos de vista, acho que todos deviam sentar numa mesma mesa para conversar".
Para o prefeito Marco Bertaiolli (PSD), será necessário buscar recursos junto aos governos federal e estadual para que a cidade continue a crescer. "Mogi tem uma queda na arrecadação e um aumento das despesas muito significativo, cada vez que inauguramos uma nova estrutura, posto de saúde, creche ou UPA (Unidade de Pronto Atendimento), isso acrescenta um gasto fixo mensal na conta da prefeitura. Hoje, existe na administração municipal uma relação de serviços com o que ela arrecada, em equilíbrio. Mas com a queda da arrecadação estamos perdendo a capacidade de novos investimentos. A prefeitura está em dia, com certidões negativas e habilitada para receber novos recursos", ressaltou.