A Gerdau, localizada na avenida Miguel Gemma, no Jardim Armênia, em Mogi das Cruzes, que já demitiu mais de 200 funcionários desde o início da crise econômica, no ano passado, afirmou ontem que a transferência do processo de laminação de sua usina na cidade para a planta de Pindamonhangaba não significa o fechamento da empresa. "Essa transferência será temporária, retornando quando houver recuperação dos níveis de demanda no mercado", garantiu a empresa, em nota.
Segundo a Gerdau, a redução de postos de trabalho foi o último recurso da empresa, após a tomada de uma série de medidas para evitá-la. Além disso, o grupo busca oferecer novas colocações aos colaboradores, cujos perfis são necessários em outras unidades.
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Silvio Bernardo, afirmou que hoje a planta da Gerdau em Mogi se encontra aproximadamente com 100 funcionários, por conta dos desligamentos. "Fizemos tudo para evitar, mas, nossas ações, como férias, banco de horas, lay off, entre outras, não evitou. Em relação aos trabalhadores, fizemos um pacote de benefícios para amenizar a situação, como um mês de salário, assistência médica, pagamento das parcelas do seguro-desemprego e reajuste da campanha salarial de novembro. Lamentamos tal episódio", opinou.