Durante visita a Mogi das Cruzes ontem para a assinatura de contratos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) com proprietários de Reservas Permanentes de Proteção Natural (RPPNs), o secretário estadual de Meio Ambiente, Ricardo Salles, prometeu agilidade no processo de criação de Unidades de Conservação da Serra do Itapeti. O chefe da pasta comentou ainda os casos envolvendo o descarte irregular de materiais em áreas de Suzano e Itaquaquecetuba.
Há três anos o projeto de criação das Unidades de Conservação da Serra do Itapeti vem sendo debatido na cidade, sem sair efetivamente do papel. "Estamos reformulando a área de criação de unidades de conservação e de plano de manejo, que são projetos de atuação para áreas de conservação. Isso está sendo feito justamente para dar celeridade. O meio ambiente precisa de gestão, não há nada pior para boas ideias e para os valores envolvidos do que uma má gestão", disse.
Salles afirmou que a Fundação Florestal, entidade responsável pela elaboração do projeto e futura gestora das unidades de conservação foi transferida para o prédio principal da Secretaria de Meio Ambiente para estar mais perto de outros órgãos.
Acompanhamento
Em relação ao descarte irregular flagrado em Suzano e Itaquá, Salles informou que a pasta acompanha os casos e que existe uma parceria com os municípios. "Recebemos relatórios semanais da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Nossa primeira ação é fiscalizar in loco e identificar os responsáveis. Encontramos de tudo, descarte irregular e transbordo que não está seguindo a legislação. Interrompendo a atividade irregular é preciso dar uma solução, indicando qual o caminho adequado. Esse é o trabalho que a Cetesb tem feito", disse. (L.N.)