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O combate ao mosquito Aedes aegypti neste verão contará com o esforço de oito ministérios além da Casa Civil. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, se reuniu na quinta-feira passada com o presidente Michel Temer, e representantes das pastas, para debater as ações integradas de todo o Governo Federal no enfrentamento à transmissão do zika, dengue e chikungunya.
O lançamento oficial da campanha deste ano será no dia 20 de novembro, daqui a dois finais se semana, e, além do conhecido Dia "D", quando há a mobilização nacional em todo o País, serão realizadas ações para lembrar que toda sexta-feira é dia de eliminar focos no mosquito.
"Vamos sensibilizar a sociedade, as empresas, as famílias e as escolas, para que tenhamos a possibilidade de diminuir ainda mais a incidência dessas doenças. Será uma força-tarefa articulada de todos os ministérios", afirmou o ministro Ricardo Barros.
Além do Ministério da Saúde, vão participar as pastas da Defesa, Meio Ambiente, Cidades, Integração, Desenvolvimento Social e Agrário, Educação, Justiça e a Casa Civil.
O próximo encontro para aprimorar as ações de cada setor está marcado para a semana seguinte, também com a presença dos representantes do Governo Federal.
Entre as que já estão previstas destaca-se uma mobilização das escolas, leilão de carros apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e que servem de focos do mosquito, a participação das Forças Armadas na conscientização da população e a eliminação dos criadouros do Aedes aegypti também deverá ocorrer.
Casos
O Brasil registrou, até 17 de setembro, 200.465 casos prováveis de zika, o que representa uma taxa de incidência de 98,1 casos a cada 100 mil habitantes. Foram confirmados laboratorialmente, em 2016, três óbitos pela doença no País. Em relação às gestantes, foram registrados 16.473 casos prováveis em todo o Brasil. A transmissão autóctone confirmada a partir de abril de 2015, com a confirmação laboratorial no município de Camaçari (BA).
O Ministério da Saúde tornou compulsória a notificação dos casos em fevereiro e, desde então, estados e municípios vinham preparando seus sistemas de registros para encaminhar estas notificações. Antes o monitoramento era realizado por meio de vigilância sentinela.
A região Sudeste teve 83.151 casos prováveis da doença, seguida das regiões Nordeste (74.190); Centro-Oeste (29.875); Norte (11.928) e Sul (1.321).
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