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"Decidi seguir essa carreira porque além de cuidar do paciente debilitado, a gente lida com a vida. Nascimento é alegria e felicidade. Acho que isso foi o essencial para a minha escolha profissional". A frase é da socio-proprietária do Centro Médico Andrade (Ceman), Mariana Malatesta de Lima Andrade, sobre o que a fez decidir ser médica ginecologista e obstetra. Sua trajetória na medicina é marcada por momentos de emoção e importantes conquistas.
Formada em 2009, Mariana especializou-se em ginecologia e obstetrícia pela Faculdade de Medicina do ABC, onde fez três anos de residência médica. Segundo ela, o amor pela profissão veio de sua família. "Meu pai é médico ginecologista obstetra, então nasci e cresci acompanhando tudo isso. Até tentei fugir um pouco da área, mas descobri que isso é o que eu amo fazer. Não teve escapatória", contou a médica.
Antes de abrir o próprio Centro Médico, em setembro de 2013, tendo como sócio o esposo Thiago de Andrade, médico cardiologista, a profissional atuou na Santa Casa de Suzano. Durante este período, ela conta que cresceu profissionalmente e conheceu histórias que até hoje carrega consigo. "Cada paciente possui uma história de vida diferente e todo nascimento é muito marcante. Aqui no consultório as coisas são mais leves, o atendimento é mais rotineiro. Mas na Santa Casa, principalmente por haver muitas pessoas carentes, tive contato com muitos relatos que me emocionaram", disse.
Para ela, um dos momentos mais marcantes foi o reencontro com uma antiga paciente, que fez questão de demonstrar toda a gratidão por seu trabalho bem executado. "Um dia estava no consultório, uma paciente chegou e começou a conversar comigo. Ela não me reconheceu, pois na Santa Casa eu usava máscara e toca. Durante nossa conversa, ela começou a contar sua história, dizendo que uma médica tinha salvado a vida dela e de seu bebê e que era muito grata a essa pessoa. Perguntei o nome da doutora e ela disse meu nome. Quando falei que era eu, ela ficou muito emocionada e até chorou. Isso me marcou bastante porque é a certeza que meu trabalho de alguma forma está fazendo a diferença na vida dessas pacientes", concluiu. (S.L.)