Depois de aprender a voar, o sonho de Lessa, agora, é se aperfeiçoar continuamente para participar de campeonatos de voo livre. "No início, acredito que para todas as pessoas que sofrem um acidente, e ficam com uma deficiência assim, é muito difícil. Mas, como eu disse, que sempre pratiquei esportes radicais, eu não me via sendo um deficiente parado em casa, sem propósitos. Eu decidi mudar todos os planos da minha vida devido ao acidente. Contudo, a única coisa que eu sabia que iria me fazer bem, realmente, era a adrenalina", justifica.
No mundo do paraglider há quase um ano, tendo seis meses de formação teórica e prática e as adaptações para os seus vôos solos, Lessa criou um canal no Youtube (Lessa Fly cadeirante), onde mostra suas peripécias com o trike especialmente desenvolvido pelo instrutor, para que ele pudesse decolar e pousar com segurança, com o intuito de incentivar mais cadeirantes a se aventurarem neste universo particular.
"A mensagem que eu deixaria para as pessoas é: seja qual for sua classe social, deficiência ou problemas que você tenha, procure sempre ser uma pessoa melhor, pois uma hora você vai encontrar seu caminho e tudo se tornará melhor", finalizou. (C.I.)