A estimativa da Secretaria de Assistência Social de Mogi das Cruzes é que, aproximadamente, 40% das pessoas que se encontram em situação de rua na cidade recusam receber qualquer tipo de acolhimento que lhes são ofertados. De acordo com a pasta, não é possível detalhar o número exato de moradores de rua vivendo em vias do município, uma vez que trata-se de uma população oscilante. Porém, o que se sabe é que 60% deles alternam a permanência entre as ruas, casas de passagens e residências de familiares ou instituições de acolhimento. "Há um percentual estimado em torno de 40% que são pessoas que vivem permanentemente nas ruas. Mesmo tendo outras opções de local para pernoitar, elas escolhem as praças pela facilidade do consumo de álcool e outras drogas, bem como pelas relações sociais do entorno", disse.
Ainda segundo a secretaria, no que se refere ao perfil desses andarilhos são homens e mulheres, a maioria adultos e jovens portadores de dependência química.
Já em relação à motivação para que estes indivíduos viessem a viver nas ruas, há uma multiplicidade de fatores que conduzem a essa situação, incluindo desde questões estruturais, como ausência de moradia e inexistência de trabalho e renda, até fatores relacionados à ruptura de vínculos familiares. (S.L.)