O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) modernizou seu método de adição de flúor à água durante o processo de tratamento. Com o analisador de flúor online, que é um sistema automático de medição e controle, o procedimento fica mais preciso para garantia de atendimento aos parâmetros exigidos pelos órgãos oficiais de saúde.
A autarquia instalou dois equipamentos: um na Estação de Tratamento de Água (ETA) no centro, na rua Otto Unger, e outro na ETA Leste, no bairro do Socorro. "O objetivo é ter uma análise mais exata. É um equipamento preciso e moderno, que traz o resultado das análises a cada 5 minutos", explica Rafael Regueiro, do Departamento de Operações do Sistema de Água do Semae.
A adição de flúor à água distribuída à população de Mogi das Cruzes, importante para a prevenção da cárie, começou em agosto de 1983, quando o Governo do Estado doou ao município um sistema de fluoretação. De acordo com uma resolução da Secretaria Estadual de Saúde, a concentração de flúor na água tratada no Estado de São Paulo deve estar entre 0,60 e 0,80 miligramas por litro, uma faixa muito estreita que exige controle rigoroso.
Além do rígido controle da dosagem de flúor, a água consumida pela população mogiana passa por uma média de 9 mil análises mensais de qualidade antes de chegar às torneiras.
Estes procedimentos - 7,1 mil durante a produção e outros 1,9 mil na rede de distribuição - são realizados pelo laboratório do Semae e ocorrem desde o momento da captação da água, no rio Tietê, até o armazenamento nos reservatórios dos bairros, passando por todo o processo de tratamento nas estações do Centro e do Socorro.