A procura por presentes para o Dia das Crianças movimentou os comércios da região, ontem à tarde, após o quinto dia útil. O tempo ensolarado também motivou os consumidores a saírem de casa. Logo pela manhã, as lojas de brinquedos eram as mais cheias. Embora não estivessem superlotadas, todos os vendedores permaneciam em atendimento, enquanto a reportagem esteve nos locais.
Os avós são os consumidores que mais gastam quando se trata de agradar os netos. A auxiliar de limpeza Maria da Graça da Silva Chhade, 52 anos, vai comprar presentes para os quatro netos e disse que não tem limite para gastar com eles. "Estou dividindo as compras com meu marido para não pesar muito", revelou, enquanto uma motoca estava sendo embrulhada para a neta, de quase 2 anos.
No centro de Suzano também foi possível encontrar pessoas que só pesquisavam as possibilidades de presentes. A dona de casa Quitéria Viana, 53, ainda escolhia algo para o neto de 1 ano e também afirmou que não pensou em um limite de gasto. "Por enquanto estou procurando brinquedos. Acredito que vai agradá-lo mais", disse. "Inclusive, ele faz aniversário na mesma semana do Dia das Crianças", lembrou.
Enquanto a maioria das crianças querem brinquedos, a pequena Letícia, 9, pediu um jogo didático de presente e um anel, já que é uma menina vaidosa. A mãe Ana Rosa Melo, 36, vai atender o pedido. "Nada mais justo do que dar os dois presentes, já que ela também faz aniversário no dia 12 de outubro", contou.
O gerente Wellington Borelli, 27, também não vai deixar de mimar a sobrinha de seis meses. Apesar da pouca idade, o tio quer agradá-la de alguma forma. "Estou pensando em comprar uma bonequinha que ela possa morder", disse.
A cabeleireira Jéssica Gonçalves, 25, revelou que o filho, de 2 anos, pediu um brinquedo que faz referência a um personagem animado, mas o custo é alto. "Ele quer o trenzinho de um desenho, mas custa R$ 200. Vou comprar o que ele quer, porém, vou me adequar as opções mais baratas", contou.
Apesar do sábado movimentado, a estimativa de vendas para este período ainda não é otimista, segundo o proprietário de uma loja de brinquedos no bairro do Shangai, em Mogi. "O aumento do dólar nos prejudicou muito porque o preço dos produtos aumentaram", explicou Fabrício Alabarce.
Ele disse ainda que a estimativa de faturamento não deve superar a do ano passado. "Mas temos a expectativa de movimento maior quando chegar mais próximo ao dia 12". O comerciante finalizou dizendo que deve trabalhar em horários diferenciados, incluindo o domingo e o feriado de quarta-feira.