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Moradores do Residencial Santa Cecília, no Jardim Carla, realizaram um "panelaço" ontem, na sede da Prefeitura de Suzano, contra uma reintegração de posse que estaria marcada para acontecer no conjunto na próxima terça-feira. A Caixa Econômica Federal (CEF), por sua vez, aguarda a intimação dos oficiais da Justiça no local.
De acordo com Lucirene Gomes da Silva, uma das moradoras do conjunto inacabado que foi ocupado ilegalmente, caso a ação seja realizada, as crianças seriam as mais prejudicadas.
"Estamos aqui para pedir que nos deixem morar até o término do ano letivo e, então, contemplem cada família com um apartamento. Muitos que residem lá, assim como eu, estão cadastrados no programa habitacional há anos, porém nunca conseguiram uma moradia. Além disso, nossos filhos estudam nas escolas próximas do condomínio. Não é justo os mudarmos de escola logo agora", afirmou.
À reportagem, a Prefeitura de Suzano informou que a reintegração de posse no conjunto foi cancelada. Já a Caixa alegou que entrou com o pedido de reintegração de posse do Residencial Santa Cecília e, "após a decisão favorável da Justiça Federal, a ação passou a ser de responsabilidade do oficial de Justiça e das forças de segurança pública".
Depois da desocupação do empreendimento será feita vistoria nos apartamentos e, caso seja detectada alguma necessidade de reparo, o banco acionará a construtora responsável para recuperação. A Caixa garantiu que os imóveis serão entregues em plenas condições de habitabilidade.
Histórico
O conjunto habitacional foi ocupado no dia 4 de julho de 2015 por cerca de 300 famílias que afirmavam estarem inscritas no programa federal "Minha Casa, Minha Vida". Cansados de esperar a entrega dos imóveis, elas resolveram se apossar das moradias, que estavam abandonadas e sendo alvo de furtos.
No mesmo mês, a Caixa havia informado que entraria com uma ação de reintegração de posse para a retomada das unidades habitacionais, com o objetivo de garantir a conclusão do empreendimento e a entrega aos beneficiários devidamente selecionados pelo Poder Público.
Em seguida, após uma liminar, todos os moradores receberam uma notificação para sair dos imóveis num prazo de 20 dias, o que acabou não acontecendo.
* Texto sob supervisão do editor.
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