A Prefeitura de Mogi das Cruzes abriu, pela terceira vez, licitação para a contratação de serviço de chaveiro para a campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti. Nas últimas duas oportunidades nenhum profissional se interessou. De acordo com a administração municipal, a concorrência na modalidade pregão possibilitará um contrato com validade de 12 meses. O valor do acordo é de R$ 126 mil por ano, que será pago somente de acordo com os serviços prestados.
Em dezembro de 2015, quando a cidade vivia uma epidemia de dengue, a Câmara Municipal criou um projeto de lei para permitir a entrada de agentes de saúde nas residências que estivessem abandonadas. Para realizar as entradas 'forçadas', a administração municipal decidiu contratar um chaveiro para acompanhar os trabalhos e deixar os imóveis da forma que foram encontrados. O trabalho está orçado em R$ 126 mil por ano, no entanto, os valores só serão pagos de acordo com o serviço prestado, que dependerá da demanda de atendimentos.
A contratação do serviço é um dos passos adotados pela Secretaria Municipal de Saúde para combater o mosquito Aedes aegypti, que é responsável por transmitir a dengue, chikungunya e a zika. Com a chegada do verão, as medidas preventivas crescem no município.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, "desde o dia 10 de setembro estão sendo realizadas visitas casa a casa também aos sábados, o que se prolongará até o final de outubro. O objetivo é eliminar criadouros antes da chegada do período de chuvas e calor, quando normalmente é mais comum a proliferação do mosquito. A expectativa é de que a população continue colaborando e cumprindo com as medidas de rotina, como tem sido amplamente divulgado desde o final do ano passado".
As pessoas interessadas em participar da licitação para prestar o serviço de chaveiro devem apresentar as documentações necessárias até o dia 24 de outubro, às 14 horas, no Departamento de Gestão de Bens e Serviços, no prédio sede da Prefeitura de Mogi. O edital e seus anexos estão à disposição no site da prefeitura.
Casos
De janeiro até agora, a cidade registrou 998 notificações de suspeita de dengue, das quais 207 foram confirmadas como caso da doença; 633 foram descartados e 158 estão em análise. Esse ano, Mogi não registrou mortes em decorrência da doença.
De acordo com levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, os bairros com maior número de casos de dengue são Jardim Esperança (22); Jardim Universo (14); Santa Tereza (11) e Jundiapeba (11).