Superlotação, longo tempo de espera e mau estado de conservação dos ônibus. Esses são alguns dos problemas apontados pelos mogianos como principais falhas do transporte público municipal de Mogi das Cruzes. Para os entrevistados pelo Mogi News, o valor tarifário cobrado não condiz com a qualidade do serviço prestado.
A educadora Zuleika Sueli da Silva Camargo, de 49 anos, assim como centenas de mogianos, utiliza o coletivo diariamente para chegar ao trabalho. Segundo ela, que é atendida pela linha Conjunto Santo Ângelo, as dificuldades começam já na hora do embarque. "Os ônibus estão cada vez mais lotados. Às vezes tenho que esperar passar dois ou três para então conseguir entrar, pois muitos motoristas nem param. Acho isso um desrespeito. A gente passa o dia inteiro trabalhando e quando finalmente acha que vai descansar, tem essa dificuldade para ir para casa", reclamou.
Já para o operador de empilhadeira Francisco Eroles Júnior, de 38 anos, usuário da linha Jardim Esperança, o principal problema é a falta de manutenção dos veículos. Isso porque constantemente os carros apresentam alguma falha e ficam pelo caminho, sem nem mesmo conseguir cumprir o itinerário. "O que não falta no transporte mogiano é motivo para reclamar. Os ônibus demoram muito, estão sempre cheios e quando a gente finalmente consegue entrar em um, ele quebra. Sem falar que aos fins de semana eles reduzem os horários e a gente tem que esperar ainda mais", lamentou.
O aposentado Antônio Souza, de 59 anos, por sua vez, se queixa das questões ligadas à acessibilidade. "Eu moro em Jundiapeba. Sempre que um cadeirante precisa entrar no ônibus o elevador não funciona. Não adianta nada dizer que é acessível se o equipamento só está lá de enfeite", comentou.
Para a recepcionista Daniela Aparecida Miranda, de 24 anos, a maior falha do serviço na cidade é o valor cobrado de tarifa. "Acho que a gente paga muito caro por uma coisa que não funciona. Eles aumentam a passagem, mas não a qualidade. Temos que pagar R$3,80 para usarmos ônibus lotados, que sempre quebram e atrasam. É um absurdo", concluiu.
A mesma opinião é compartilhada pela cozinheira Debora Bezerra,27. "Eu uso a linha do Jardim Lair e cada dia é um problema diferente. A gente passa mais de meia hora no ponto e depois temos que enfrentar o ônibus cheio. O pior é que o preço não é barato. A gente paga caro, mas não vê resultado nenhum, pois sempre que aumentam a passagem, o serviço piora ao em vez de melhorar", lamentou.