Não se consegue entender aonde vai parar o Poder Judiciário!
Não me refiro a manchetes escabrosas como as que informaram que em determinado Estado da Federação, policiais federais invadiram gabinete de Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça, à caça de indícios em inquérito instaurado por corrupção.
Isso, em país em que a roubalheira se tornou endêmica, embora gravoso ao extremo, principalmente quando se cuida de Poder em que o desesperançado deveria depositar sua última confiança, já não chama a atenção.
Estou abismado com a conduta de juízes, de escalão superior em relação àquilo que deveria ser a majestade do cargo!
Em um quadrante, o que fartamente noticiado, o sr. Gilmar Mendes, Ministro do Supremo Tribunal Federal, tendo-se como ungido, esbraveja ao receber crítica - merecida ou não -, e vai ao ataque.
Logo ele, aplaudido estudiosos do Direito Constitucional, que rasga elogios ao princípio do livre pensamento e expressão, processa jurisdicionada sobre uma decisão, expôs ponto de vista contrário.
De se perguntar: qual o magistrado inferior que afrontaria a soberania do parlapatão juiz superior, e não lhe daria ganho de causa?
Questão que fica no ar!
Em outro, ex-presidente da Corte Recursal Estadual de São Paulo, após manifestar-se em complexo processo, também se mostrando avesso a opiniões contrárias, vem a público, através de rede social, e se põe em debate franco, com termos ofensivos e indignos a tão alta autoridade!
Ainda, de maneira inusitada, insinua que jornal que deplorou sua atitude no julgamento, estaria mancomunado com odiosa facção criminosa que traz pavor à coletividade.
E o fez ao que consta, sem a mínima comprovação, sujeitando-se, daí, aos justos reclamos das associações da classe.
Tempos difíceis estes, em que autoridades, esquecendo-se que são detentoras de efêmeros poderes, e que devem satisfação, antes de tudo, à sociedade, se arvoram em semideuses e se colocam acima de tudo e de todos!