Manter uma cidade equilibrada e justa para todos é a bandeira de Marcus Melo (PSDB), o prefeito eleito para administrar Mogi das Cruzes nos próximos quatro anos. Em entrevista ao Mogi News, o tucano falou de suas prioridades na futura gestão 2017/2020. Entre os setores que necessitam de maior atenção, o político destacou a Saúde, Educação e Segurança, garantindo que dará continuidade às obras e projetos iniciados pelo prefeito antecessor Marco Bertaiolli (PSD).
Mogi News: Qual a sensação de ter definido a eleição logo no 1º turno?
Marcus Melo: Estou muito feliz de sair vitorioso na eleição de 2016. Na verdade, esse é um grupo que está administrando a prefeitura e foi avaliado pela população. Eles entenderam que é o projeto de continuidade de uma cidade que vem funcionando. Mas isso é algo muito natural, por conta do trabalho que vem sendo desenvolvido na prefeitura, e eu ajudei a administrar, ao lado de Bertaiolli. Então vai ser uma transição positiva para a cidade, porque os serviços públicos não vão parar. Vamos visitar as pessoas que nos apoiaram, agradecer aos candidatos a vereadores que tiveram conosco e, depois, preparar o período de transição. 
MN: Falando em período de transição, já tem data marcada para a primeira reunião com Marco Bertaiolli (PSD)?
Melo: Já tivemos um diálogo com o prefeito e vamos começar a transição no final de novembro. Alguns secretários permanecerão, enquanto outros demonstraram a vontade de não continuar, por motivos de ordem pessoal. Tudo isso faz parte do processo de mudanças e ajustes.
Melo: Como o senhor classifica a disputa ao pleito contra seu maior adversário político, o deputado estadual Luís Carlos Gondim (SD)?
MN: É o processo democrático da eleição. Eu estou muito feliz por ter sido o escolhido para administrar Mogi e vou trabalhar muito para colocar nossos projetos e propostas em pauta. O sentimento, hoje, é de gratidão com a população que nos apoiou.
MN: O que o levou a disputar uma eleição municipal, mesmo sem um histórico político?
Melo: Eu penso como todos. Quero uma cidade melhor para a minha família, meus filhos e para a população mogiana. Quando a gente trabalha para manter uma cidade equilibrada e mais justa a todos, teremos, consequentemente, uma sociedade melhor. Sou administrador, por isso vou trabalhar para manter a cidade funcionando corretamente, para que todos tenham qualidade de vida.
MN: Quais áreas vão receber a maior atenção durante sua gestão?
Melo: Entendo que manter o serviço da Saúde funcionando é o grande desafio, por conta da atual situação econômica do País e da cidade, assim como manter as atividades da Educação funcionando corretamente, além de emprego e segurança.
MN: Diante da queda dos repasses, qual estratégia o senhor vai traçar para administrar a cidade e manter todos esses serviços em pleno funcionamento?
Melo: Muito trabalho, ser coerente, priorizar os projetos e, principalmente, ser eficiente. É o que estamos conseguindo fazer em Mogi das Cruzes. Daremos continuidade aos projetos que já estão em andamento, como a obra da Sacadura Cabral e a da avenida Das Orquídeas.
MN: Teria alguma obra carro-chefe de sua administração já prevista dentro do seu plano de governo?
Melo: Temos que manter tudo funcionando, além de atender a todas as demandas por parte da população mogiana. Ou seja, temos que colocar prioridades e atender as expectativas de uma mãe que quer colocar seu filho em uma creche, como também atender a uma pessoa que tenha algum exame pendente ou qualquer necessidade na área da Saúde. 
MN: O que o senhor pretende fazer com os cargos comissionados? Deve enxugar a máquina ou pretende mantê-los?
Melo: Mogi tem poucos cargos comissionados, mas são pessoas que atuam em prol da cidade. Vamos dar continuidade com as pessoas que trabalham corretamente e dar oportunidade a outras que possam contribuir também.
MN: Pretende seguir o modelo de gestão aplicado por Bertaiolli nos mandatos anteriores?
Melo: Eu trabalhei com ele nos últimos oito anos, então, o modelo de gestão que está sendo utilizado também tem minha contribuição, mas é natural que ocorram algumas mudanças. Quero, mais uma vez, convidar a população a me ajudar na administração de Mogi. O prefeito não faz nada sozinho, a comunidade tem que ajudar a cuidar da cidade.
MN: Como estão as contas da prefeitura e como é estar à frente da função de prefeito pela primeira vez, diante de um cenário de crise econômica?
Melo: Estar à frente da prefeitura é um grande desafio, pois é uma cidade com quase 500 mil habitantes, onde as pessoas precisam que os serviços públicos sejam eficientes. E teremos a colaboração das pessoas que queiram tornar Mogi uma cidade melhor.
MN: Como pretende equacionar a questão de trabalhar com poucos recursos e, ainda assim, fazer mais por Mogi, sem onerar os mogianos?
Melo: Conversando muito com as pessoas e ver quais são as prioridades, as necessidades em conjunto com a população, deixando claro o que pode ser feito e sendo muito transparente. A população de determinado bairro tem uma demanda que precisa ser priorizada e, administrar é isso, porque o dinheiro não é da prefeitura, e sim, da população. E, às vezes, as pessoas reclamam de buracos e asfalto ruim, mas temos locais que ainda nem asfalto tem. Então, temos que manter a cidade equilibrada e justa para todos, por meio de um diálogo muito próximo com os munícipes. Uma questão que precisamos mudar é o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) federativo. Muito do dinheiro que pagamos vai para Brasília e São Paulo. Na verdade, a verba é de Mogi, que mantém a estrutura e, às vezes, o dinheiro não volta. Isso é algo injusto. Entendo que o País precisa mudar um pouco esse sistema.
MN: Quais as expectativas em relação ao relacionamento da prefeitura com a Câmara, embora a maior bancada eleita em Mogi tenha sido do PSD. E, como pretende lidar com a oposição (PT), já que agora entrou mais um novo vereador oposicionista (Rodrigo Valverde)?
Melo: Todos eles serão convidados a contribuir. Cada um vai ter a opção de querer caminhar conosco, ou não. Mas todos terão o devido respeito por conta de sua representatividade.