Com poucas promessas e muitos resultados. Assim deve ser a gestão do prefeito de Itaquaquecetuba, Mamoru Nakashima (PSDB), em seu segundo mandato, que terá início em 1º de janeiro de 2017. O tucano foi reeleito anteontem com 63,09% da preferência do eleitorado, superando em mais de 80 mil votos o segundo colocado.
Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município e os efeitos da crise econômica vivenciada pelo País serem a pedra no sapato, o otimismo prevalece. A meta é dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito ao longo dos últimos quatro anos, almejando dias melhores, mas sem tirar os pés do chão. Saúde, Educação e Transporte continuarão sendo prioridade, assim como o incentivo à geração de Empregos. 
Embora em outras gestões a queda de rendimento no segundo mandato tenha sido notória, Mamoru garante que fugirá da regra, trabalhando ainda mais para que Itaquá seja uma cidade respeitada.
Dat: O senhor esperava vencer a eleição com toda essa vantagem?
Mamoru Nakashima: Nós trabalhamos e o trabalho é sempre recompensado. Tínhamos resultados, apresentamos o que fizemos e o que vem. A população decidiu.
Dat: Qual a avaliação que o senhor faz da campanha?
Mamoru: A nossa campanha começou em 2013. Todos esses resultados não aparecem de uma hora para outra. São trabalhos realizados ao longo do tempo. Trabalhamos de forma discreta, pois não sou de fazer alarde. Não preciso dizer o quanto eu fiz, pois isso não é mais do que obrigação da gente. Não fiz 'boca de urna'. Quem vai votar, já sabe quem é seu candidato, então é preciso fazer o trabalho prévio, e isso nós fizemos.
Dat: O senhor sentiu alguma dificuldade durante a campanha?
Mamoru: Nossa única dificuldade foi não ter nenhuma empresa de divulgação, então foi difícil passar informações para a população. Mas essa foi uma opção nossa, justamente para economizar recursos e usá-los para coisas que são mais importantes. Quando começamos a mostrar o que foi feito em Itaquá, aquelas pessoas que diziam que eu não havia feito nada passaram a ver que estavam erradas. Isso porque fazíamos as ações em um bairro e os moradores de outros locais não sabiam.
Dat: Quais são os projetos para essa segunda gestão?
Mamoru: Daremos continuidade ao Plano de Governo. É preciso fazer política de pouca promessa e mais resultado. Plano de Governo simples e enxuto, com aquilo que é viável e dá para fazer.
Dat: Há alguma pendência que deve ser priorizada nesse novo mandato?
Mamoru: Para Itaquá tudo é prioridade. Estamos em uma crise e temos pouco recurso. Há muitas dificuldades. Teremos que nos movimentar para solucionar os problemas. Apesar disso, estamos otimistas. É apenas melhorar o que já temos.
Dat: Como pretende lidar com a crise? Será preciso fazer contingenciamento, cortar funcionários?
Mamoru: Por enquanto não chegamos a esse ponto. Está dando para lidar com o que temos. Acredito que no ano que vem, melhorando o cenário econômico nacional, vamos nos ajustar.
Dat: Para driblar a falta de recurso, a saída seria priorizar algumas áreas?
Mamoru: Nossa prioridade sempre foi Saúde, Educação e Transporte. Não mudará muito em relação a isso. Durante a campanha, os candidatos falaram em melhorar essas áreas, mas não apresentaram soluções concretas. Estamos melhorando de forma gradativa. É só a gente fazer o básico que dá para resolver.
Dat: Como pretende trabalhar para que não haja queda no rendimento neste segundo mandato?
Mamoru: Para mim, não importa se é primeiro ou segundo mandato. Temos que trabalhar da mesma forma. Aliás, no segundo temos que mostrar ainda mais serviço. Não é porque não teremos outra gestão que iremos relaxar. Se a população me deu uma oportunidade, é preciso saber utilizá-la bem. Essa confiança eu não irei trair. Vou me dedicar ainda mais.
Dat: Qual o balanço que o senhor faz destes quatro anos de gestão?
Mamoru: Foi muito difícil, principalmente os dois primeiros anos. Somente a partir de 2015 as coisas começaram a andar. Agora fica mais fácil por termos mais experiência. Mas por não termos dinheiro, as dificuldades também continuam.
Dat: Como o senhor avalia Itaquá após esse primeiro mandato?
Mamoru: Isso é a população que tem que avaliar e, sem dúvida, ela avaliou. É claro que não fiz tudo o que gostaria, mas dentro do que tivemos condições, foi feito o máximo. Itaquá é uma cidade a ser respeitada. Temos que olhá-la com outros olhos.