A greve dos bancários, que durou 31 dias e foi considerada a maior paralisação da categoria desde 2004, chegou ao fim ontem após uma série de discussões em vários sindicatos.
De acordo com o presidente do Sindicato de Mogi das Cruzes e Região, Francisco Cândido, com o fim da greve, os bancos voltam a abrir hoje, normalmente. "Na nossa região, que engloba Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim, Salesópolis, Poá e Suzano, são 76 agências bancárias, incluindo as privadas e públicas", estimou.
Na reunião realizada ontem à noite pelo sindicato, na rua Engenheiro Eugênio Motta, na área central de Mogi das Cruzes, os funcionários dos bancos públicos e particulares participaram da discussão e votação da última proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiram, enfim, aceitá-la. Até o fechamento desta edição, somente a Caixa Ecônomica ainda não tinha fechado o acordo, pois preferiu esperar o resultado de São Paulo para decidir o que fazer, no entanto, apenas em algumas regiões a greve permanece. Portanto, hoje reabrem todas as agências particulares, bem como as do Banco do Brasil (BB).
A proposta de reajuste da Fenaban para a categoria foi de 8% para os salários, mais abono de R$ 3,5 mil, 15% no vale-alimentação e 10% no vale-refeição e auxílio creche-babá. Segundo Chiquinho do sindicato ressaltou, desde o momento anterior à reunião, a orientação do comando bancário era pela aceitação do acordo e pelo fim da greve.
Com isso, houve a garantia do abono de todos os dias parados e ainda a licença-paternidade, que será ampliada de cinco para 20 dias.
Para 2017, ficou acordado que o reajuste será baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais 1% de aumento real no salário e todas as verbas.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Mogi e Região comemorou: "São conquistas importantes, principalmente ao se levar em conta esse momento difícil pelo qual passam os trabalhadores. Garantimos aumento real em 2017 e avanços no reajuste do vale-alimentação", avaliou.