"Quero levar minha experiência na iniciativa privada para a vida pública". É com este pensamento que o candidato a prefeito de Suzano Rodrigo Ashiuchi (PR) pretende administrar a cidade.
Casado, sem filhos, e de ascendência japonesa, Ashiuchi é tão jovem quanto seu concorrente (tem 37 anos), possui formação em Engenharia de Controle de Automação e é empresário do ramo da Educação, pois seus pais são proprietários do Colégio Lumbini.
Com o diretório regional do Partido da República como maior doador da sua campanha, Ashiuchi nega que tenha qualquer apoio do ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR) ou simpatia com a ideologia do Partido dos Trabalhadores (PT), legenda ainda muito vinculada à figura do ex-prefeito Marcelo Candido, atualmente sem partido e inelegível por estar com os direitos políticos cassados devido à reprovação das contas da prefeitura durante seus dois mandatos.
O republicano ingressou no PMDB em 2004, onde permaneceu por três anos e participou de sua primeira eleição a vereador. Em 2007, filiou-se ao PSL e no ano seguinte tentou uma cadeira no Legislativo. 
Em 2010, encarou a campanha para deputado estadual. Dois anos depois foi candidato a vice-prefeito na chapa com Israel Lacerda (PTB). Em 2014, disputou para deputado estadual. Na diretoria-executiva da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Suzano, Ashiuchi atua desde 2012 como diretor de Marketing.
Dat: Essa eleição está bastante acirrada, com boatos e acusações de ambos os lados. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
Rodrigo Ashiuchi: A nossa campanha é altamente propositiva, e não baseada em mentiras. A minha vida, profissional e particular, é um livro aberto. Todo mundo conhece a minha família. Não sou político, vivo da minha empresa. Quero aproveitar o conhecimento na iniciativa privada para trazer para o Poder Público.
Dat: O que o sr. tem a dizer sobre essa aliança com Candido e com Costa Neto?
Ashiuchi: Eu não tenho aliança com o deputado (sic) Valdemar, e sim, com o Partido da República. Fui convidado pelo deputado Márcio Alvino e pelo deputado André do Prado para ingressar nas fileiras do Partido da República. A questão do ex-deputado Valdemar Costa Neto é uma questão dele. Ele foi acusado, condenado, julgado, cumpriu a pena e, provavelmente, deve estar seguindo a vida dele. Quanto ao Marcelo Candido, é inegável o trabalho dele. Não foi perfeito, algumas coisas podiam ter sido feitas de forma diferente, mas no meu governo eles são apoiadores. Quem será o prefeito da cidade é o Rodrigo Ashiuchi e o vice Walmir Pinto (PDT).
Dat: Então não haverá interferência no comando da cidade, caso o sr. ganhe?
Ashiuchi: Há algumas experiências políticas que a gente não quer para a vida. Olha a experiência política que deixou Suzano na situação em que está hoje, de um grupo que comandou a cidade por tantos anos. Eu tenho a credibilidade, a real situação da cidade e, pode ter certeza, serei prefeito. É uma oportunidade que eu tenho na minha vida.
Dat: O sr. acredita que os votos que conseguiu foi devido à associação da sua imagem com a de Marcelo Candido?
Ashiuchi: Não, eu acho que é um conjunto da nossa proposta de trabalho. É o que nós apresentamos. Lógico que o ex-prefeito Marcelo Candido tem um crédito diante do trabalho que ele fez, principalmente nas áreas periféricas. Só que, historicamente, ele não teve uma votação muito boa no centro da cidade. Já a minha votação no centro foi recorde.
Dat: O sr. tem formação como engenheiro. Já atuou na área?
Ashiuchi: Já atuei. Tem dez anos que vim da iniciativa privada, antes de montar o Colégio Lumbini, em conjunto com a minha família. Trabalhei na antiga Telefônica, que hoje é a Vivo. Fui engenheiro e gerente lá.
Dat: Como pode levar essa experiência para a vida pública?
Ashiuchi: Eu tenho o lado humano que Suzano precisa, o lado familiar que a cidade necessita e, principalmente, o lado técnico, do planejamento, pé no chão. A visão do engenheiro é essa: é planejar, executar, terminar e entregar a obra.
Dat: E como empresário no ramo da Educação, de que forma pode levar essa experiência para a sua gestão?
Ashiuchi: Quero fazer um plano pedagógico amarrado desde o começo, desde as séries iniciais até o ensino fundamental. Quero também dar oportunidade aos jovens por meio da nossa Escola Técnica Municipal, do nosso pré-vestibular municipal, da nossa escola agrícola municipal. Quero valorizar o funcionário público, os professores, desde a merendeira até os diretores.
Dat: Diante dessa crise e desse déficit orçamentário, como pretende fazer tudo isso?
Ashiuchi: Primeiro, serei um prefeito de mãos dadas com os comerciantes e empresários que já estão na cidade. Vamos criar planos de captação de novos empresários que acreditam em Suzano. Vamos enxugar a máquina pública, ter uma reformulação no organograma das nossas secretarias, buscar recursos e parcerias.
Dat: Porque o eleitor deve escolher Rodrigo Ashiuchi para prefeito?
Ashiuchi: Por vários motivos. O suzanense tem que avaliar, sim, o currículo de cada candidato, seus apoiadores e a história da cidade. Estamos na época da Internet, do Facebook, WhatsApp, o que é bom, mas nada substitui o olho no olho. O cidadão merece respeito, carinho, um governo que faça realmente a diferença e que resgate o orgulho de ser suzanense.