Cerca de 70 pessoas, entre professores, pais de alunos e estudantes da Escola Estadual Camilo Faustino de Mello, em Mogi das Cruzes, realizaram ontem um ato contra a Medida Provisória 746/2016, que dispõe sobre a reforma no ensino médio em todo o País. A mobilização ocorreu no Largo do Socorro, no Jardim Armênia.
O texto, que já foi encaminhado para apreciação na Câmara Federal, tem um prazo de 120 dias para ser aprovado. Um dos pontos mais criticados envolve a retirada de disciplinas como filosofia, educação artística e educação física da grade.
De acordo com o professor Everaldo Lima de Andrade, de 41 anos, que há duas décadas atua na área, o intuito da manifestação foi chamar a atenção da população. "Depois que passarem esses 120 dias, não adiantará 'chorar'. Então, estamos mostrando para todos a nossa luta, pois essas mudanças que estão sendo propostas não trarão melhoria alguma. Além de nós, professores, muitos pais que também estão vendo o problema que essa alteração irá causar, também participaram do ato", disse.
Segundo ele, a mobilização não atrapalhou o andamento das aulas. "Nosso objetivo de forma alguma é prejudicar os estudantes. Por isso, aqueles que foram à escola tiveram aula normalmente", contou.
Andrade destacou ainda a desmotivação da categoria diante da falta de assistência. "Há três anos não temos aumento salarial. Tudo o que é proposto não nos favorece. A nossa escola participará da Final dos Jogos Escolares, com o time feminino de futsal e qual motivação eu tenho, sabendo que no ano que vem pode nem haver mais o treinamento?", lamentou.