As empresas de telecomunicações, de compras pela Internet e os bancos continuam liderando o ranking de reclamações do Procon. Apenas as dez empresas com mais reclamações da lista de Mogi das Cruzes somam juntas 1.603 críticas de janeiro até agora. A líder do levantamento divulgado pela Fundação Procon é o Grupo Claro, que é responsável ainda pela NET e Embratel. Foram 412 reclamações recebidas pelo órgão nos primeiros dez meses de 2016.
O Grupo Telefônica/Vivo teve 374 críticas, e 147 delas são relacionadas a cobrança indevida ou abusiva. A taxa de solução da empresa é de 87%. Em seguida, aparece o grupo formado pelo Pão de Açúcar, Extra, Ponto Frio e Casas Bahia, com 164 reclamações, nas quais 39 pela demora ou não entrega de produto, além de 36 motivadas pela desistência ou cancelamento de compras. O índice de solução dos casos foi de 63%
A quarta colocação do ranking é ocupada pela concessionária EDP Bandeirante, responsável pelo serviço de energia no município. A empresa acumulou 137 críticas, e a maioria delas se refere a dúvidas sobre cobrança, valores, reajustes ou contrato. Outras 38 foram sobre cobrança indevida ou abusiva. Ela tem 91% de casos solucionados.
A empresa de televisão a cabo Sky ficou na quinta posição da lista com 112 reclamações, nas quais 31 relacionadas a dúvidas sobre cobrança, valores, reajustes ou contrato. Ela conta com um percentual de 77% de solução. Em seguida, aparece a empresa de telecomunicações TIM com 101 críticas de consumidores, a maioria delas sobre cobrança indevida ou abusiva. Em 89% dos casos a empresa solucionou a questão.
O Itaú teve 100 reclamações no período, nas quais 27 envolvendo problemas com contrato. O banco solucionou 77% dos casos. O Bradesco ficou com a oitava colocação com 84 críticas, e a maioria se refere a cobrança indevida. A taxa de solução da empresa é de 82%.
O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) acumulou o nono lugar com 62 reclamações, nas quais 26 foram dúvidas sobre cobrança, valores, reajustes ou contrato. A autarquia solucionou 70% dos casos. A Nextel concentrou 57 críticas de janeiro até agora, sendo 22 por cobrança abusiva ou indevida. A empresa tem um percentual de solução de 91%.