Hoje é celebrado o Dia do Professor, mas infelizmente segundo representantes da categoria não há motivos para comemorações. A data, criada para homenagear os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento da Educação e pela disseminação do conhecimento, deve ser marcada por manifestações em prol de melhores condições de trabalho e ensino de qualidade nas escolas públicas.
A subsede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de Mogi das Cruzes realizará hoje, a partir das 11 horas, um ato no largo do Rosário, no Centro. O objetivo é chamar atenção para a luta da categoria contra a reforma do Ensino Médio e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 24), que estabelece um teto para o aumento dos gastos públicos pelas próximas duas décadas e que foi aprovada pela Câmara dos Deputados em primeiro turno na madrugada na última terça-feira.
"A gente tem que lutar por uma escola pública de qualidade. O nosso intuito é dialogar com a população e explicar o que está acontecendo. Queremos mostrar que tanto a Reforma quanto a PEC não trazem nenhum benefício. Vai haver um corte de investimento muito grande na Educação e isso nós não podemos deixar acontecer", disse a coordenadora da subsede Vânia Pereira da Silva.
Para a educadora o dia de hoje não traz muitas alegrias como deveria em função da desvalorização dos profissionais. "Infelizmente há muitos tempo a categoria já não tem mais o que comemorar. Os professores continuam na área porque gostam, mas a realidade é que as condições de trabalho e a Educação está pior a cada ano", avaliou.
Opinião semelhante é compartilhada pela coordenadora da Apeosp de Itaquaquecetuba, Maria Lourdes Rafael. "Alguns professores farão uma confraternização, mas o evento não tem nada a ver com o sindicato. Infelizmente não há nada para comemorarmos, há uma defasagem salarial muito grande e as condições de trabalho estão sempre piorando", comentou.
Para ela, entre todas as medidas adotadas tanto pelo governo Federal quanto pelo Estadual, o que apresenta mais pontos negativos é a PEC 241. "Ela representa o retrocesso do País", finalizou a coordenadora.