As festas de final de ano devem consolidar o movimento de retomada nas vendas do varejo do Alto Tietê, com maior geração de empregos e renda. Segundo projeção do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista) de Mogi das Cruzes e Região do Alto Tietê a contratação de trabalhadores temporários para o final deste ano deve atingir a marca de 4,5 mil vagas no comércio da região, sendo mais de 2 mil delas para Mogi das Cruzes. Desses novos empregados, acredita-se que pelo menos 15% sejam efetivados.
O Alto Tietê conta, atualmente, com cerca de 9,5 mil empresas atuando no comércio varejista. "Considerando que 65% dessas empresas não precisam preencher postos e trabalho com horários extra, isto é, trabalham em família ou são de setores que não têm produtos para festas natalinas, e que apenas 25% dos lojistas manifestaram interesse em contratar, conclui-se que teremos um 'mundo' de mais de 2 mil empresas aptas a contratar. E levando em consideração que cada uma dessas lojas contrate pelo menos mais dois funcionários, então, há uma possibilidade de criação de 4 a 5 mil novos postos de trabalho no comércio varejista do Alto Tietê", explana Valteri Martinez, vice-presidente do Sincomércio. O índice é praticamente o mesmo de 2015. Em 2014, com economia mais equilibrada o número de vagas temporárias foi maior: cerca de 6 mil em toda a região.
De acordo com pesquisa do Sincomércio nas últimas semanas junto aos lojistas, mais de 50% das oportunidades devem se concentrar no varejo de vestuário, tecidos e calçados, além de artigos e brinquedos infantis. Outros 25% serão destinados aos supermercados e o restante será dividido entre os segmentos de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, lojas de móveis e decoração e farmácias e perfumarias.
"O brasileiro tem por costume presentear um ente ou amigo querido e, sempre faz isso, no final o ano. É uma forma de dizer que aquela pessoa é especial, por menor que seja o mimo. Diante desta premissa, o comerciante da região precisa, e está se preparando, para isso contratando mais funcionários, não apenas para atender ao aumento de demanda natural de consumidores, mas também para ter funcionários no período de extensão de horário no comércio", explana Martinez.
Após um primeiro semestre ruim, tanto no quesito vendas quanto na geração de empregos, a resolução do quadro político promoveu uma recuperação nos indicadores de confiança, tanto de consumidores quanto de empresários. Pelo menos 103 postos de trabalho foram abertos no varejo de Mogi em agosto.