A Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) divulgou ontem, juntamente com o governo do Estado, um levantamento com os resultados da mortalidade infantil no Estado de São Paulo em 2015 e, segundo os dados, Arujá e Santa Isabel têm, na região do Alto Tietê, as menores taxas de óbitos de crianças a cada mil nascidas vivas. Pela pesquisa, Arujá, que conta com uma população residente de 82.437 pessoas e teve 1.461 crianças nascidas vivas no ano passado, contabilizou, no período, 1.461 mortes, o que resulta em um índice de 7,5 (em 2014 a taxa era de 12,9, o que representa uma diminuição de 41,86% de um ano a outro). Já Santa Isabel, com uma população estimada em 52.875 pessoas, registrou 791 crianças nascidas e seis mortes, ou seja, uma taxa de 7,6 mortas a cada mil que nasceram (em 2014 o índice era de 14,1, significando que em 2015 houve uma redução de 46,09%).
Em terceiro lugar, ainda conforme a análise, vem Ferraz de Vasconcelos, com 180.775 moradores, tendo no ano de 2015 anotado 2.955 nascimentos e 29 mortes de crianças, fechando com uma taxa de mortalidade infantil de 9,8.
Depois de Ferraz, aparecem no ranking regional os municípios de Suzano (10,5), Itaquaquecetuba (com taxa de 10,7), Mogi das Cruzes (11,2), Poá (11,9), Guararema (13,7), Salesópolis (16,3) e Biritiba Mirim (20,3). Esta última cidade registrou o maior índice de crianças falecidas no ano passado (foram 8 em um universo de 394 numa população de 30.455 residentes), sendo que de 2014 (quando a taxa era de 11,9) para 2015, houve um aumento de 70,58% no número de mortes de crianças. 
No Estado
No geral, porém, a região seguiu a queda registrada em nível estadual, em comparação com os anos anteriores. Em coletiva concedida à Imprensa ontem sobre o assunto, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que houve uma queda "histórica" na mortalidade infantil no Estado de São Paulo, que registrou, em 2015, o menor nível, com a redução de 65,7% nos últimos 25 anos. "Se compararmos a taxa do ano passado com o ano de 2014, tivemos uma redução de 6%. Se comparar com o ano 2000, a redução foi de 37%. Já com o ano 1990, que a taxa era de 31,2, a redução foi de 67,5%", comparou.
A taxa de mortalidade infantil, que relaciona as mortes ocorridas entre crianças menores de um ano com o número de nascidos vivos em determinado momento do tempo, é um dos indicadores mais utilizados para aferir as condições de vida da população, na área da saúde.
O indicador do Departamentos Regionais de Saúde (DRS) da Grande São Paulo registrou 10,9 mortes por mil; bem similar à média do Estado. 
As complicações perinatais - aquelas relacionadas a problemas na gravidez -, representaram 57,4% das mortes infantis no Estado. As malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas são a segunda principal causa, respondendo por 23% do total de óbitos. Já as doenças do aparelho respiratório são causas com menor proporção.