Tema de grande relevância na sociedade moderna, e que ganha contornos cada vez mais atuais, a violência contra a mulher, especialmente no âmbito familiar, é assunto em foco, principalmente em virtude dos dez anos que completou a Lei n° 11.343/06, conhecida como Lei Maria da Penha.
Muitas pessoas associam a violência apenas à sua forma física, sendo equivocado assim pensar, já que esta pode ser dar de várias formas, a saber: psicológica, sexual, moral e patrimonial. Não apenas a agressão física dá ensejo a aplicabilidade da Lei, sendo que, muitas vezes, os transtornos psicológicos provocados pelo agressor deixam mais marcas e sequelas do que as outras modalidades.
A questão deve ser vista hoje de forma mais ampla, considerando a transversalidade dos gêneros, bem como as relações homoafetivas, sendo mister que se atue nas prevenções primária, secundária e terciária. É preciso educar a sociedade e combater o preconceito que ainda sofrem as mulheres, é necessário dar-lhes tratamento efetivo e satisfatório, que atenda, de fato, suas necessidades.
É obrigação da sociedade e dos órgãos públicos atuar de forma conjunta e articulada, mediante o enfrentamento do problema. As vítimas precisam se encorajar e denunciar as violações legais às quais são submetidas, desde o meio ambiente do trabalho até as mais cruéis formas de sofrimento. Infelizmente, esse problema atinge muitas, sendo surpreendentes as pesquisas acerca do "perfil" do agressor.
Trata-se de violação aos direitos humanos que merece total atenção, de forma especial em relação ao atendimento dirigido às mulheres, que se encontram fragilizadas. Não se pode tratar a questão de forma usual, muito menos acolher as vítimas de forma impessoal, sendo imperioso o acolhimento institucional de forma particularizada.
O problema vai além do que nos é noticiado, vai além das barbáries presenciadas: atinge diretamente a mulher, esta que, por muitas vezes, sofre em silêncio e se torna vítima fatal. É preciso que a atenção social se volte de forma humanizada e especial, considerado o caso em si; é importante que todos atuem como instrumento a fim de aprimorar a sociedade, ainda, um tanto discriminatória.