A dupla função dos motoristas dos ônibus municipais voltou a ser alvo de críticas dos vereadores. Eles ressaltaram que a situação é prejudicial aos condutores e aos passageiros, que têm que aguardar até que o troco seja dado para o coletivo seguir viagem. Os vereadores pediram uma solução às empresas responsáveis e para a Prefeitura de Mogi das Cruzes.
De acordo com Caio Cunha (PV) a dupla função já chegou causar acidentes na cidade. "Se não há 100% de adesão ao cartão SIM (Sistema Integrado Mogiano), é necessário manter o cobrador ou radicalizar e estabelecer uma data para deixar de receber dinheiro. No entanto, é preciso disponibilizar pontos de recarga e compra do bilhete em toda a cidade".
O presidente do Legislativo, Mauro Araújo (PMDB), ressaltou que a dupla função dos motoristas colabora para o trânsito de Mogi. "Sou a favor da extinção do dinheiro para pagar as passagens, mas para isso a prefeitura precisa fazer a parte dela. A cidade não pode ficar com dois pontos de venda de bilhete".
Antonio Lino da Silva (PSD) acrescentou que além da reclamação do motorista cobrar e dirigir, os mogianos criticam a demora dos ônibus. "Tenho recebido reclamações de que o transporte público não cumpre os horários. O motorista faz os dois trabalhos, mas só recebe um salário", criticou.
Claudio Miyake (PSDB), que preside a Comissão de Transportes, disse que alguns avanços em relação à divulgação do cartão ocorreram e que os pontos de recarga foram ampliados, mas que ainda existem obstáculos a serem superados.
Vigilância
A vereadora Vera Rainho (PR) apresentou um projeto de lei que obriga as escolas particulares a instalarem câmeras de monitoramento em seus prédios. A proposta ainda será analisada pelo Legislativo. (L.N.)