O vereador Caio Cunha (PV) cobrou a criação de um Comitê Permanente de Acessibilidade (CPA) em Mogi das Cruzes para fiscalizar novas construções. De acordo com o parlamentar, no ano passado ele encaminhou um anteprojeto para a Prefeitura de Mogi solicitando a implantação do grupo. Também durante a sessão, o vereador Protássio Ribeiro Nogueira (PSD) aproveitou para elogiar a decisão de Mogi em assumir a regulação de vagas da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).
Cunha esclareceu que a criação do comitê não traria nenhum custo à administração municipal. "Temos diversos comércios e estabelecimentos que não possuem acessibilidade. Por isso, indicamos para a prefeitura a criação desse comitê, como existe em São Paulo. Ele não custaria nada para a cidade, pois é formado por pessoas da sociedade civil ou integrantes da prefeitura que, juntos com a administração, irão autorizar os novos empreendimentos que estiverem cumprindo as regras de acessibilidade", esclareceu.
O verde esclareceu que o grupo seria responsável por fiscalizar a acessibilidade em novos estabelecimentos de Mogi. "O desafio da acessibilidade é quando se tem algo construído e que é preciso reformar. Realmente, é um custo a mais. No entanto, a partir do momento em que você constrói prédios novos, já é necessário pensar em um projeto de acessibilidade, mas infelizmente não é o que ocorre", destacou.
Durante a sessão, Nogueira aproveitou para elogiar a decisão da prefeitura de aumentar em 50% o valor de repasse para a AACD, que funciona no Rodeio. O parlamentar lembrou que a associação passa por um momento financeiro complicado, pois apenas as prefeituras de Mogi, Poá e Guararema contribuem financeiramente para a manutenção da unidade.
Nogueira também ressaltou que agora a unidade passa a integrar o Sistema Integrado de Saúde (SIS). "A Prefeitura repassava R$ 80 mil para a AACD e agora vai mandar R$ 120 mil por mês. Queria deixar um recado para alguns prefeitos da região que não contribuem: a AACD não é de Mogi, ela apenas está na cidade. Sabemos que nenhuma nova unidade foi aberta nos últimos 4 ou 5 anos justamente pela falta de verba. Temos informações de que o dinheiro arrecadado no Teleton mal dá para manter as unidades que já existem", ressaltou.
Cobrança
Cunha aproveitou o assunto "acessibilidade" para voltar a cobrar melhorias nas ruas ao redor da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), no centro. "Estou vendo que o mandato vai acabar e essa situação não será resolvida. Espero que a próxima administração tenha coragem e sensibilidade em assumir esse desafio", acrescentou.