A Secretaria Municipal de Saúde de Mogi das Cruzes protocolou ontem, junto ao Governo do Estado, uma solicitação de recursos para a realização de cirurgias de catarata no município. O objetivo é zerar a fila de espera pelo procedimento, que hoje conta com cerca de 500 pacientes.
A informação foi divulgada ontem pelo secretário responsável pela pasta, Marcelo Cusatis, durante audiência de prestação de contas referente ao segundo quadrimestre de 2016, realizada na Câmara Municipal. Esta foi a última reunião promovida nessa gestão.
"O secretário estadual de Saúde publicou uma informação de que contemplará o Estado de São Paulo com R$ 7 milhões para o mutirão de catarata, mas não contemplou a nossa cidade. Nós temos a Santa Casa que faz esse procedimento e precisamos de recurso para acabarmos com a nossa fila. Então entramos com um pedido para que contemple Mogi", disse Cusatis.
Durante o evento foi apresentado um balanço do atendimento realizado no município ao longo dos últimos quatro meses. Entre os dados que chamaram a atenção da Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social está o aumento de casos de HIV. Isso porque o número de casos subiu de sete para 19 no comparativo entre o segundo quadrimestre deste ano e o mesmo período do ano passado. "Houve um aumento significativo na comparação entre os quadrimestres. Pedi ao secretário a descrição por faixa etária desses registros. A elevação é preocupante, então é preciso ter foco neste trabalho preventivo e até de tratamento, com abordagens diferenciadas", destacou o presidente da Comissão, vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho, o Chico Bezerra (PSB).
Orçamento
Ainda de acordo com o balanço apresentado, dos R$ 273.453.443,29 esperados no orçamento da Saúde, R$ 227.258.160,00 já foram empenhados.
Segundo o secretário, até o momento não houve grandes complicações em função da falta de repasses por parte dos governos Federal e Estadual. "Nós começamos a sofrer com a falta de repasses na Unidade de Pronto Atendimento (Upa). Tivemos que assinar na semana passada um termo anulando o recebimento de R$ 1 milhão, que se refere a R$100 mil que deveria ter sido repassado mensalmente, para começarmos a receber a partir de agora. Fora isso, os recursos do Hospital Municipal está sendo cumprido. O Samu vive com atraso, mas nada que comprometa a operação", comentou.