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Sob novas regras, a campanha eleitoral além de alterar prazos para o registro de candidatos, proibiu as doações de empresas a partidos políticos e a candidatos e reduziu o período do horário eleitoral gratuito na TV e rádio. As medidas, entretanto, fruto da chamada "minirreforma eleitoral", repercutiu em diferentes opiniões entre os candidatos à vereador e os munícipes da região, mas a em um ponto todos estão afinados: com poucos recursos, a internet acaba sendo a melhor forma para divulgarem seus trabalhos.
Para a professora Marli Cheida (PSDB), a mudança eleitoral trouxe uma série de restrições que tornaram a disputa mais difícil para os novatos ou aqueles que nunca ocuparam cargos públicos, como é o caso dela, que está se elegendo pela primeira vez. "Sou uma diretora de escola que almeja mudanças políticas e sente a dificuldade de se tornar conhecida da população, tendo em vista que os mecanismos de propaganda disponíveis são muito mais restritos, além de não poder contar também com o investimento financeiro que os candidatos 'tradicionais' conseguem", comentou.
Por outro lado, a candidata afirmou que o resultado impulsionou o contato direto com o eleitor, assim como a possibilidade de apresentação de projetos sensatos diretamente ao maior interessado. "Não estou contratando ninguém, as pessoas que me auxiliam na campanha são todas voluntárias", esclareceu.
Sobre o uso da Internet, ela comentou. "As redes sociais colaboram de forma muito produtiva na campanha, nos faz acessar nossos contatos e também propicia a comparação entre os candidatos, além de ser um veiculo rápido e praticamente sem custos."
Para Pablo Monteiro (PSB), 24 anos, as novas regras alteraram sim o quadro politico, principalmente com a redução do prazo eleitoral. "Essa foi a principal dificuldade enfrentada. Quem realiza um trabalho político necessita de mais de 45 dias de campanha. Portanto, a regra só favoreceu quem já é vereador e quem possui uma renda financeira alta. A Internet tem me ajuda bastante, já que é um meio barato e rápido. É uma maneira de convidarmos as pessoas a participar da política".
A estudante, Bruna da Silva Ferreira, de 22 anos, afirma que as mudanças são indiferentes. "O candidato bem preparado, consegue mostrar o seu trabalho independente do tempo". Para a aposentada, Elisabete Goor, a reforma também não influenciou. "Está tudo a mesma coisa. Ainda existe muita poluição visual e propagandas nas ruas".
O estudante, Leandro G. da Silva, acredita que ficou mais difícil conhecer os candidatos em 45 dias. "Muitos eu conheci pelas redes sociais". Para a consultora, Josiane Ap. Tiago Cândido, a internet veio para facilitar nesse momento. "Já que estão muito restritas as campanhas, acredito que as redes sociais ajudam tanto nós eleitores, quanto os candidatos para se promoverem".
*sob supervisão do editor.
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