Sob novas regras, a campanha eleitoral além de alterar prazos para o registro de candidatos, proibiu as doações de empresas a partidos políticos e a candidatos e reduziu o período do horário eleitoral gratuito na TV e rádio. As medidas, entretanto, fruto da chamada "minirreforma eleitoral", repercutiu em diferentes opiniões entre os candidatos à vereador e os munícipes da região, mas a em um ponto todos estão afinados: com poucos recursos, a internet acaba sendo a melhor forma para divulgarem seus trabalhos.
Para a professora Marli Cheida (PSDB), a mudança eleitoral trouxe uma série de restrições que tornaram a disputa mais difícil para os novatos ou aqueles que nunca ocuparam cargos públicos, como é o caso dela, que está se elegendo pela primeira vez. "Sou uma diretora de escola que almeja mudanças políticas e sente a dificuldade de se tornar conhecida da população, tendo em vista que os mecanismos de propaganda disponíveis são muito mais restritos, além de não poder contar também com o investimento financeiro que os candidatos 'tradicionais' conseguem", comentou.
Por outro lado, a candidata afirmou que o resultado impulsionou o contato direto com o eleitor, assim como a possibilidade de apresentação de projetos sensatos diretamente ao maior interessado. "Não estou contratando ninguém, as pessoas que me auxiliam na campanha são todas voluntárias", esclareceu.
Sobre o uso da redes sociais, ela comentou. "As redes sociais colaboram de forma muito produtiva na campanha, nos faz acessar nossos contatos e também propicia a comparação entre os candidatos, além de ser um veiculo rápido e praticamente sem custos."
Em contrapartida, o candidato Rodrigo Romão (PCdoB), de 34 anos, que está se elegendo pela segunda vez, afirmou que as novas regras vieram para ajudar aqueles menos conhecidos. "Eu acho que foi uma forma de igualar os candidatos, já que nas eleições passadas, muitos recebiam doações de empresas privadas e por conta disso, a desigualdade financeira para as campanhas eram muito grande entre nós.
Sem muitas opções para realizar a sua campanha, Romão também disse que a internet o ajuda bastante, porém ela não garante o voto. "Uso muito o Facebook e faço pelo menos três postagens por dia. Tivemos um retorno muito grande com as plataformas online, sempre encontro com pessoas nas ruas que me reconhecem graças a elas", destacou Romão.
Para Pablo Monteiro (PSB), 24 anos, as novas regras alteraram sim o quadro politico, principalmente com a redução do prazo eleitoral. "Essa foi a principal dificuldade enfrentada. Quem realiza um trabalho político necessita de mais de 45 dias de campanha. Portanto, a regra só favoreceu quem já é vereador e quem possui uma renda financeira alta".
Outro ponto citado por ele como difícil em sua campanha é a de conquistar a confiança do eleitor, já que o cenário político atual não favorece. "A Internet tem me ajuda bastante, já que é um meio barato e rápido. É também uma maneira de convidarmos as pessoas a participar da política", explicou o candidato.
A estudante, Bruna da Silva Ferreira, de 22 anos, afirma que as mudanças são indiferentes. "O candidato bem preparado, consegue mostrar o seu trabalho independente do tempo". Para a aposentada, Elisabete Goor, a reforma também não influenciou. "Está tudo a mesma coisa. Ainda existe muita poluição visual e propagandas nas ruas".
O estudante, Leandro G. da Silva, acredita que ficou mais difícil conhecer os candidatos em 45 dias. "Muitos eu conheci pelas redes sociais". Para a consultora, Josiane Ap. Tiago Cândido, a internet veio para facilitar nesse momento. "Já que estão muito restritas as campanhas, acredito que as redes sociais ajudam tanto nós eleitores, quanto os candidatos para se promoverem". 
*sob supervisão do editor.