Entrevistado sobre a cassação de Eduardo Cunha, Renan Calheiros citou este provérbio: "Quem semeia vento colhe tempestade" e "afasta esse cálice de mim"; a resposta do deputado cassado não demorou ao dizer que os ventos da Lava Jato em direção a Renan podem se juntar e formar uma tempestade sobre ele, quando haverá de provar o cálice amargo.
Veja só! O roto falando mal do esfarrapado, e o sujo do mal lavado. Abraham Lincoln em suas reflexões escreve: "Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe o poder". É difícil ver a virtude abraçada com o poder, a sua amante preferida é a corrupção.
O pensamento deformado do político confabula com seus pares, invertendo as palavras saídas dos lábios de Jesus, que a melhor coisa é receber do que dar. Isso não me surpreende, pois o novo evangelho pregado nos púlpitos e na mídia pelos movimentos de fé surgidos há mais de 30 anos fazem coro com a letra humanista da canção de Réveillon: "Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender". Quem é que não quer?
Auditórios lotados de pessoas ávidas da benção da cura e da prosperidade, mas vazios da doutrina do Evangelho. Nenhum discípulo de Jesus se agregou a Ele por desejo próprio, todos eles tiveram Dele o chamado para segui-Lo. A pregação de Jesus nunca foi antropocêntrica, sempre foi teocêntrica. Nunca foi voltada para o "eu", mas para Deus e para o próximo. Disse Ele: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me". Em vez do mensageiro da Palavra anunciar o Evangelho bíblico, que transforma o pecador em adorador que adora Deus em espírito e em verdade, prega o evangelho psicologizado da autoestima; em vez do homem servir a Deus, é Deus que se torna servo do homem: "Eu determino e Deus me dá cura e prosperidade". Isso cheira a xamanismo: o domínio dos espíritos pelo feiticeiro. Experimente qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus em tua vida sendo sacrifício vivo e santo em Seu altar, e fale: "Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim".