Após a cerimônia oficial de encerramento das Paralimpíadas do Rio 2016, no domingo, os paratletas do Alto Tietê começaram a voltar para casa. A delegação nacional conquistou 72 medalhas, sendo 14 de ouro, 29 prata e 29 bronze, um resultado que deixou o Brasil na oitava posição no quadro.
A levantadora da seleção brasileira de vôlei sentado, Gizele Costa Dias, foi uma das paratletas mogianas que treinam no Sesi de Suzano a conquistar o bronze nesta edição do Jogos Rio 2016. Ela, assim como as suzanenses Nathalie Lima Silva e Suellen Dellangelica, além de Edwarda Dias, Janaína Petit e Laiana Batista, que deixaram suas cidades natais para treinar em Suzano, conquistaram um lugar no pódio ao vencer o time da Ucrânia por 3 sets a zero.
Sobre a emoção de carregar no peito uma medalha, ela comentou. "Eu ainda estou "flutuando". É algo que sempre quis ao ser atleta, defender meu clube e meu País. A ficha só caiu quando fizemos o 16° ponto do 3° set. Foi quando tive a convicção de que havíamos conquistado a vitória e a tão sonhada medalha", detalhou, emocionada.
"O trabalho foi bem feito e a resposta só poderia ter sido o sucesso. Foi o que aconteceu conosco. Todo nosso sacrifício foi recompensado. Sou grata à minha família, minha mãe Judith e meu pai João; eles são meus grandes incentivadores, além dos meus amigos. Agradeço ainda aos médicos e nosso treinador, que é o grande responsável pela minha história no esporte e minhas parceiras do time. Hoje posso dizer que estou realizada como pessoa e atleta. Espero que o vôlei sentado tenha mais visibilidade e valorização depois dessa conquista", completou.
O bicampeão paralímpico, Dirceu Pinto, da modalidade bocha adaptada na categoria BC4, foi prata nessa edição. Mesmo acostumado com o ouro, ele valorizou a conquista. "Fomos super bem. Nossa meta era estar entre os três primeiros colocados no individual e duplas mistas. O nível estava muito alto, por isso temos que comemorar muito essa prata."
Sobre a emoção de retornar para casa ele contou. "A expectativa é de chegar e mostrar a medalha para todos os familiares, à população mogiana e paratletas. Assim, fica mais fácil incentivar outras pessoas a praticar um esporte. Agradeço todo apoio da Prefeitura de Mogi, ao meu clube e todos os que torceram pelo Brasil."
Rodrigo Mello, líbero da seleção brasileira de vôlei sentado, por sua vez, não conseguiu um lugar no pódio, ficando na quarta colocação. "Estávamos muito bem preparados para competir contra as fortes seleções, como a do Irã e da Bósnia, atuais campeões e vice campeões, porém, durante o trajeto, fomos surpreendidos", disse Mello, que já está em Mogi desde ontem. "Voltei para casa com a certeza de que, mesmo em 4º lugar, estou satisfeito por ter feito o meu melhor. A medalha olímpica ainda não está na minha mão, mas confesso que carrego comigo todos os dias uma medalha de ouro representando todos meus esforços, dedicação e superação. Os jogos deixam muitas lembranças e saudades na minha vida e acredito na vida do povo brasileiro", comentou Mello.
Cerimônia
Outros paratletas do Alto Tietê, como é o caso da suzanense medalhista de ouro, Evelyn de Oliveira, do mogiano medalhista de prata, Dirceu Pinto, e da mogiana medalhista de bronze, Gizele Costa Dias, devem retornar ainda hoje para suas casas após uma cerimônia de parabenização , que será realizada no no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.
* Texto sob supervisão do editor