Depois de um longo processo e uma uma série de debates, discursos e diversas manifestações ocorridas ao longo dos últimos meses, o Senado decidiu na tarde de ontem, por meio de votação, que a então presidente Dilma Rousseff (PT) será afastada de forma definitiva. Tal resultado, repercutiu rapidamente entre a população da região, que opinou em relação ao ocorrido.
Dos 81 senadores que votaram no processo, 61 foram a favor do impeachment e outros 20 foram contra. Com o resultado, Dilma será definitivamente cassada e ainda ficará inelegível por oito anos. Assim, o presidente interino Michel Temer (PMDB) assumiu o cargo imediatamente. Vale lembrar que, para que esta decisão fosse tomada, era preciso que no mínimo 54 senadores votassem a favor.
Nas ruas do centro de Mogi das Cruzes, a notícia dividiu opiniões entre a população. Para Bruna Caetano, o resultado foi apenas o início de um bom caminho que o País começou a percorrer. Para Elaine Cristina, irá demorar um longo período para começarmos a ver resultados positivos daquilo que aconteceu ontem.
A doméstica, Ângela Aparecida de Siqueira, respirou aliviada na tarde de ontem. Ela, que acompanhou diariamente o processo, afirmou que apesar do desfecho é preciso ficar de olho. "Todos estávamos muito insatisfeitos. A cada dia que passava eram novos escândalos no governo. Por conta disso, acredito que o que aconteceu ontem foi a melhor solução."
Para o aposentado, João Alves dos Santos, o resultado foi coerente. "A Dilma mentiu e se esquivou muito durante o mandato dela. Mas também sabemos que a mudança no poder executivo não vai surtir efeito. É preciso reestruturar todo o governo. Não vamos nos contentar apenas com isso", destacou Santos.
O publicitário, Juan Carlos Ribeiro, de 25 anos, por sua vez, disse estar confuso em opinar. "Sou totalmente a favor do afastamento, mas contrário ao impeachment. Acredito que nos últimos meses em que Temer esteve a frente do pode executivo, o País avançou", reforçou.
Já para o funcionário público, Jhoydson Raphael, 27, que discorda em relação ao impeachment, esta não foi a melhor solução. "É um problema que se iniciou lá atrás e que começou a surgir apenas agora", explicou.
* Texto sob supervisão do editor.