A indústria do Alto Tietê voltou a registrar alta nos índices de demissões. Num dos piores resultados desse ano, o nível de emprego industrial fechou o mês de agosto com uma variação de -1,05%, o que corresponde ao fechamento de aproximadamente 600 postos de trabalho, segundo pesquisa do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
No ano, a indústria do Alto Tietê acumula um resultado de -7,56%, representando uma queda de aproximadamente 4.700 postos de trabalho. Se for levado em conta os últimos 12 meses, o índice acumulado é de -12,81%, equivalente ao fechamento de cerca de 8.500 vagas nas oito cidades que integram a Diretoria do Ciesp Alto Tietê - Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.
Em agosto, o nível de emprego industrial no Alto Tietê foi o sexto pior do Estado, levando-se em conta as 35 regiões industriais paulistas - a Região só foi melhor do que Jaú (-1,31%), Presidente Prudente (1,38%), Jacareí (1,65%), Santos (3,03%) e Santo André (6,37%). O resultado do Alto Tietê também ficou longe da média estadual, que foi de -0,49%.
"É muito difícil o cenário para a indústria. Nós viemos numa sequência de três meses com demissões num nível inferior a 0,60% e, agora, voltamos a ultrapassar a marca de 1%, com 600 demissões num único mês", ressalta José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp Alto Tietê.
O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do CIESP em Mogi das Cruzes no mês de agosto foi influenciado pelas variações negativas de Produtos Químicos (-1,31%); Máquinas e Equipamentos (- 0,63%); Produtos de Minerais Não-Metálicos (-0,37%) e Produtos de Borracha e de Material Plástico (- 0,53%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região.
Quando comparados os meses de agosto dos anos de 2015 e 2016, temos um cenário semelhante, pois em agosto de 2015 o resultado foi negativo em 1,13%.