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Os deputados estaduais que integram a CPI da Merenda aprovaram, ontem, uma nova convocação para que o ex-presidente da Cooperativa de Agricultura Familiar (Coaf), Cássio Chebabi, seja ouvido. Em convocação anterior, Chebabi compareceu à CPI ao lado do seu advogado, mas, alegando que tinha realizado uma delação premiada, permaneceu calado diante dos questionamentos dos parlamentares. A data que Chebabi comparecerá à CPI será marcada posteriormente.
Nos trabalhos desta quarta-feira, os deputados ouviram o funcionário da Assembleia Legislativa, José Merivaldo dos Santos, que alegou problemas de saúde para não comparecer anteriormente à CPI. Questionado, confirmou que conhecia o ex-funcionário da Alesp, Jeter Rodrigues, mas negou compactuar com qualquer contrato junto à Coaf. "Cometi um grande erro de levar o Jeter para o gabinete do (Fernando) Capez e devo desculpas ao presidente da Assembleia por esta situação em que eu acabei o colocando", disse.
Ao ser perguntado sobre o cheque no valor de R$ 50 mil que teria depositado em sua conta (o cheque seria destinado da Coaf para Jeter, como parte de um pagamento referente a contrato de prestação de serviços), Merivaldo afirmou que tratava-se de um empréstimo pessoal.
"O Jeter vivia endividado, tinha problemas na casa dele, adotou uma filha deficiente e gastava muito com procedimentos médicos, enfim, vivia precisando de dinheiro. E emprestei muitas vezes dinheiro para ele, que ao longo de três anos somaram o montante de R$ 18 mil. Após várias cobranças, o Jeter me procurou e falou sobre o cheque que havia recebido. Como a conta bancária dele estava irregular, combinei de depositar o cheque na minha conta e devolver o saldo restante. Mas isso não aconteceu porque o cheque estava sem fundos", justificou.
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