Eleições sempre trazem dúvidas ao eleitor; as municipais são eleições para prefeito (chamadas de majoritárias) e para vereadores (proporcionais), lembrando que o Prefeito é o Chefe do Poder Executivo e os Vereadores membros do Poder Legislativo, poderes independentes e com funções distintas.
As eleições se darão neste ano no próximo dia 2 de outubro (1º turno) e caso necessário um 2º turno ocorrerá no dia 30 deste mês. O voto é obrigatório entre 18 e 70 anos de idade; aos entre 16 e 18, os maiores de 70 anos e aos analfabetos o voto é opcional. Uma dúvida usual é o falar em eleição majoritária e proporcional. Na eleição majoritária, é necessário a maioria absoluta de votos válidos (50% mais um), excluídos votos brancos e nulos, que não tem validade.
Se não se alcançar esse percentual de votos válidos, em municípios com mais de 200 mil eleitores há necessidade de segundo turno. Na proporcional se busca a representação equilibrada de toda a sociedade por meio de partidos políticos nas vagas na Câmara, daí porque alguns candidatos a vereador se elegem com menos votos do que outros; pode-se votar no candidato ou no partido ou coligação. A proporcionalidade tem uma sistemática de cálculo complexa: é necessário saber o número de vagas no Legislativo (fixadas pela constituição e lei orgânica municipal - em Mogi são 23) e daí se calcular o quociente eleitoral e o partidário; o eleitoral obtido com a divisão de votos válidos pelo número de vagas disponíveis. Daí é necessário saber quantas vagas para cada partido, o que se obtém pelo cálculo do quociente partidário (dividem-se os votos válidos pelo quociente eleitoral).
Há ainda o cálculo da sobra de vagas... - e dá-lhe contas novamente... - Eis o porquê determinados partidos tem mais direito a vagas do que outros, pelo que, ainda que certos candidatos tenham mais votos, acabam ficando de fora. E quais as implicações do voto em branco e ou nulo? Nem um nem outro é considerado voto válido o que influencia nos cálculos que mencionamos e pode assim, pela matemática, eleger quem já estava na frente, o que certamente não era a vontade de quem anulou ou votou em branco. Eis o porquê sempre dizemos que votar é um direito democrático, um ato de cidadania e assim coisa muito séria. Pense nisto e voto consciente.