O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou no dia 23 de agosto, no Palácio do Planalto, um relatório que aponta uma dívida da pasta de R$ 3,5 bilhões desde 2012 com Estados e municípios. A dívida é resultado de compromissos firmados pelo Ministério da Saúde com secretarias municipais e estaduais. O valor serviria para expansão de atendimento de tratamento de câncer, ampliação de leitos de UTI, instalação de Unidades de Pronto Atendimento e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que não foram cumpridos entre 2012 e 2016.
O déficit seria suficiente para custear 2.698 serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo afirmou o ministro. O impacto da dívida recai sobre as prefeituras, de acordo com a pasta. Elas deixaram de receber R$ 1,96
bilhão por ano durante o período, o equivalente a 61% da dívida. Os Estados deixaram de receber R$ 1,23
bilhão. Outros R$ 301 milhões dizem respeito a planos de expansão em radioterapia e hospitais.