Entre as vantagens atribuídas àqueles que desempenham a função durante o pleito se destacam dois dias de folga para cada dia atuando nas eleições e no treinamento. Além disso, a participação dá preferência no desempate em alguns concursos públicos, desde que o critério esteja previsto em edital.
No caso dos estudantes universitários, as horas trabalhadas também podem ser utilizadas como atividade curricular complementar, desde que a instituição de ensino em questão seja conveniada com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).
A mogiana Luciana Martins, de 42 anos, passou a atuar como mesária nas eleições de 1998. Segundo ela, o que parecia ser mais uma “dor de cabeça” tornou-se bastante vantajoso. “Quando fui convocada pela primeira vez, não fiquei muito contente. Saber que ia ter que ficar o domingo todo trabalhando na eleição não foi nada animador. Mas depois aprendi a ver isso com outros olhos, principalmente por conta dos benefícios. Você perde um dia, mas acaba ganhando muitos outros. Eu também me sinto contente em cumprir com meu papel de cidadã”, disse.
E foi justamente pensando nisso que a professora Erika Martins Sona, de 35 anos, resolveu se inscrever como voluntária. “Sempre fui muito ligada à política. Quando tirei o meu título esperava ser convocada para trabalhar nas eleições, mas isso não aconteceu. Então, em 2004, com o programa mesário voluntário pude me candidatar e iniciar a minha jornada. Comecei trabalhando na justificativa, logo depois fui para seção na qual também voto, onde atuei como 2° mesário. Hoje sou presidente e estou indo para minha 7ª eleição. Gosto muito de trabalhar, pois, além do beneficio das folgar, encontro os meus amigos de longa data e tenho a possibilidade de ver o exercício da democracia”, contou.