Em Assembleia realizada na noite de ontem, os bancários da base do Sindicato de Mogi das Cruzes, que inclui os municípios de Suzano, Poá, Biritiba Mirim e Salesópolis rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 6,5% e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira. A paralisação ocorrerá em todo o País.
A proposta apresentada ao Comando Nacional na segunda-feira representa perda real de 2,8% (de acordo com a inflação de 9,57%). Além dos salários, esse reajuste rebaixado significaria, em um ano, uma perda de
R$ 436,39 nos vales-alimentação e refeição, se levada em conta essa inflação projetada.
O presidente do Sindicato dos bancários de Mogi e Região, Francisco Candido, explicou que o índice proposto está muito aquém das reivindicações da categoria, que busca reajuste salarial de 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 8.317,90, piso de
R$ 3.940,24 (equivalente ao salario mínimo do Dieese em valores de junho último), vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio creche/baba no valor de R$ 880 ao mês para cada:
"Além de não avançar, a proposta de 6,5% trata-se de um retrocesso para os bancários, pois implica em perdas salariais. Um desrespeito em se tratando de um setor que nunca é abalado pela crise e registrou lucro exorbitante no primeiro semestre às custas de funcionários sobrecarregados e altas tarifas. Não resistiremos a uma proposta tão descabida quanto esta", destacou o presidente.