A renovação do convênio entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) foi comemorada pelos mogianos. A maior conquista, segundo os familiares dos pacientes, é saber que não há mais riscos da unidade encerrar seu funcionamento.
Para a dona de casa Nívia de Souza Santos, de 41 anos, mãe da pequena Nicole, 3, a notícia trouxe um grande alívio. "Ela está sendo atendida há um ano e isso tem sido ótimo. Estava com medo de que a AACD deixasse de funcionar", disse.
O mesmo sentimento é compartilhado pela dona de casa Ivonete Maria da Silva, 37, que destacou os benefícios que a AACD trouxe para a filha Maria Estela, de 2 anos e 4 meses. "Quem está de fora acha que isso não é nada. Mas só a gente que é mãe sabe o quanto esse serviço é importante. A Maria se desenvolveu muito desde que entrou na AACD, há um ano", comentou.
Infelizmente a novidade não deve ser comemorada por todos. Isso porque diante da falta de colaboração das prefeituras, a AACD não possui condições para atender pacientes de outras cidades. Dessa forma, o atendimento está sendo prestado apenas a pessoas de municípios conveniados com a instituição, sendo Mogi das Cruzes, Poá e Guararema.
"O recurso de R$ 1.440.000,00 é para o atendimento de mogianos. Isso não impede que outras cidades também colaborem e abram uma cota para seus pacientes. Aliás, há dois anos e meio estamos trabalhando para que outros municípios também façam convênios e eles serão muito bem vindos", disse o prefeito Marco Bertaiolli (PSD).
Entre janeiro e agosto deste ano 105 pacientes foram cadastrados pela AACD, sendo 85 mogianos e 20 de outros municípios. Os valores repassados por Poá e Guararema, segundo o superintendente da AACD, Valdesir Galvan, são suficientes para custear suas respectivas demandas. "Todo mundo tem que contribuir. Não é justo que uma prefeitura pague pelo atendimento de outra. Por isso a ideia é que fazer dessa parceria um modelo a ser seguido pelas outras cidades".