A unidade de Pronto Atendimento (UPA) da avenida Kaoru Hiramatsu, na Porteira Preta, começará funcionar em novembro. O prédio está em fase final de construção e deve ser concluído até o início de outubro. A estrutura será integrada a uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e vai gerar mais de 100 empregos de forma direita e indireta. Inicialmente, a expectativa é que 8 mil consultas sejam realizadas por mês.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, a obra da UPA deve ser entregue em cerca de 45 dias. "Ela está bem adiantada. A construção está entrando em fase final de acabamento. O prédio é complexo por causa de seu tamanho e da base do Samu, que é uma reivindicação dos moradores de Taiaçupeba, Porteira Preta e Biritiba Ussu. O Samu fará o resgate e o paciente já será atendido", destacou.
Cusatis esclareceu que a UPA da Porteira Preta é maior que a unidade do Rodeio. "Ela é porte 2. Quem define isso é o Ministério da Saúde. O serviço atenderá não apenas a região da Porteira Preta, mas o distrito de Brás Cubas. Quando a população ao redor é superior a 100 mil habitantes, o ministério estabelece que a UPA é de porte 2", acrescentou.
Para o secretário, com o início da operação da nova UPA, o Pronto Atendimento 24 horas do Jardim Universo será desafogado. O foco da unidade será o atendimento adulto, no entanto, crianças também poderão ser atendidas. Quatro médicos estarão disponíveis 24 horas por dia. A estrutura está localizada em um ponto estratégico e servirá para agilizar o socorro às vítimas de acidente da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), por exemplo.
Assim como a UPA do Rodeio, a da Porteira Preta também será administrada por uma Organização Social (OS). Segundo Cusatis, o edital para contratação da empresa será aberto em setembro. Ela vai ajudar a Secretaria Municipal de Saúde a equipar o espaço. A estimativa é que a administração municipal invista R$ 1 milhão apenas para comprar o mobiliário e os equipamentos necessários para a unidade. A prefeitura deve levar cerca 30 dias para equipá-la.
Subsídio
A manutenção da UPA da Porteira Preta deve consumir entre R$ 1,3 e R$ 1,5 milhão por mês. Parte desse valor, entre de R$ 200 e R$ 300 mil deverão ser repassados pelo governo federal. Na quarta-feira, Cusatis irá para Brasília tratar da questão do subsídio para as UPAs de Mogi. De acordo com o secretário, a unidade do Rodeio custa em torno de R$ 1 milhão por mês para ser mantida e o governo federal deveria repassar R$ 100 mil, no entanto, a cidade ainda não recebeu esse valor.
Segundo o secretário, o subsídio do governo federal deveria ser enviado a partir da qualificação da UPA do Rodeio, que foi aprovada em janeiro, mas até o momento, o repasse não chegou a Mogi. "Vamos conversar sobre isso, pois é um direito do município. Pediremos o valor retroativo. Temos ainda a nova UPA, que assim que começar a funcionar e for qualificada, também deverá receber esse subsídio", destacou.